COPA DO MUNDO
Após eliminações para europeus, Brasil chega confiante contra Croácia
Seleção caiu nas últimas quatro Copas para times do continente, três delas nas quartas de final

Desde a Copa de 2006 o Brasil vem tentando conquistar o tão sonhado hexa, mas ele foi impedido em todas as Copas seguintes pela primeira seleção europeia que enfrentou nas etapas de mata-mata, uma vez na semifinal e outras três vezes nas quartas de final, mesma fase em que enfrentará a Croácia nesta sexta-feira, decidindo o seu futuro no Mundial.
Todo tabu acaba carregando um peso no futebol, mas as circunstâncias atuais não deixam tanto espaço para trauma, pois se diferenciam em alguns aspectos das eliminações citadas. Principalmente porque o Brasil chega agora jogando um bom futebol, com apoio da torcida, sofrendo menos com as costumeiras críticas, enquanto o adversário está longe de encantar. A confiança é maior do que nas outras ocasiões.
Dessa vez, o Brasil chega com uma vitória com autoridade nas oitavas de final, contra a Coreia, enquanto a Croácia se classificou em segundo lugar da chave em que estava e ainda passou arrastada, apenas nos pênaltis, contra o Japão. Só venceu um jogo no atual Mundial, contra o Canadá, que perdeu todos os três confrontos da primeira fase. Diante de Marrocos, Bélgica e Japão, a Croácia colecionou apenas empates.
Por outro lado, a partida não deverá ser tranquila para o Brasil, afinal, a atual vicecampeã mundial é uma das quatro invictas da Copa, junto com Holanda, Inglaterra e Marrocos. Não perde facilmente.
Pode-se dizer, entretanto, que esse é o primeiro desses confrontos em que o Brasil chega de fato como claro favorito pelo que vem sendo apresentado na Copa, e não apenas pelo peso histórico do país.
Eliminações
Apenas em 2006 a França chegou com campanha inferior, assim como a Croácia atual. Tinha oito pontos, enquanto o Brasil somava 12. Os franceses passaram em segundo lugar na chave, atrás da Suíça, mas começaram a crescer nas oitavas, quando eliminaram a Espanha, com uma vitória por 3 a 1, enquanto a Seleção seguia sendo criticada, mesmo com 100% dos pontos. Nas quartas, a Seleção levou 1 a 0, com gol de Henry e show de Zidane. A França viria a perder a decisão para a Itália.
Em 2010, a Holanda tinha melhor campanha que o Brasil, com 100% de aproveitamento, enquanto a Seleção tinha perdido dois pontos. Novamente nas quartas, o Brasil foi eliminado com uma derrota, de virada, por 2 a 1, com gol de Robinho e dois de Sneijder. Os holandeses chegariam até a final, quando perderiam para a Espanha.

Em 2014, o Brasil conseguiu passar pela barreira das quartas de final, mas superou dois sul-americanos nos primeiros confrontos eliminatórios, contra Chile e Colômbia. Parou, novamente, no primeiro europeu do mata-mata. A Alemanha chegou à semifinal com 13 pontos, enquanto o Brasil tinha 11. Apesar do sufoco dos alemães, nas oitavas, contra a Argélia, a campanha era mais empolgante que a brasileira. O final dessa história é conhecido: 7 a 1.
Na Copa passada, a Bélgica era uma das sensações e chegou ao confronto de quartas de final contra a Seleção com 100% de aproveitamento, apesar do drama das oitavas, contra o Japão, enquanto o Brasil já tinha perdido dois pontos. Em campo, os brasileiros até jogaram melhor, mas foram os belgas que passaram, com uma vitória por 2 a 1, com gols de Kevin de Bruyne e de Fernandinho, contra, além de um a favor de Renato Augusto. A Bélgica perderia a semifinal para a França.
Apesar de ser tratada como uma espécie de sina, essa série de eliminações contra europeus tem a ver com a própria superioridade histórica do Brasil contra equipes de outros continentes. Tanto que até hoje nas Copas do Mundo só tem três derrotas contra adversários que não são do Velho Continente, duas delas traumáticas: a perda na final de 1950 para o Uruguai, a eliminação para a Argentina, nas oitavas de 1990, e a mais recente para Camarões, com o time reserva, na primeira fase.
Histórico
O retrospecto contra a Croácia também é animador, com duas vitórias nos únicos confrontos valendo por Copas do Mundo, em 2006 e 2014. Ao todo, incluindo amistosos, foram quatro embates, com três vitórias e um empate.
O duelo mais recente foi às vésperas do Mundial passado, em que a Croácia viria a ser finalista. O Brasil venceu por 2 a 0, com gols de Neymar e Firmino. Neymar é também o artilheiro dos jogos contra os croatas, com três dos sete gols marcados pelo Brasil. Kaká, Oscar, Firmino e Ricardinho fizeram os outros.
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