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ESPORTES

Esportes de Verão: democrático, frescobol faz bem para a mente e o corpo

Daniel Genonadio*

Por Daniel Genonadio*

01/02/2020 - 14:35 h | Atualizada em 21/01/2021 - 0:00

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Em Salvador, bem como nas demais cidades do litoral baiano, o frescobol atrai cada vez mais praticantes | Foto: Nelson Luis | Ag. A TARDE
Em Salvador, bem como nas demais cidades do litoral baiano, o frescobol atrai cada vez mais praticantes | Foto: Nelson Luis | Ag. A TARDE -

A série Esportes de Verão com modalidades praticadas na areia da praia, que são típicas da estação mais quente do ano, não para. Sem deixar a bola cair, após apresentar o futevôlei no último fim de semana, o Portal A TARDE destaca um outro esporte que é cada vez mais presente e que tem tomado conta da orla da capital e do litoral baiano: o frescobol.

Derivada do tênis, a modalidade surgiu em meados da década de 1950, no Rio de Janeiro. Para jogar, não precisa de muito. Uma raquete de madeira, uma bolinha de borracha, duas pessoas e pronto. A ideia é manter a bola no ar o maior tempo possível durante batidas e rebatidas (assista ao vídeo abaixo).

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"O esporte está crescendo muito. Antes tínhamos apenas duas arenas certas para a prática do frescobol, mas agora temos diversas arenas em vários pontos da cidade. É um esporte que vem se propagando nas areias das praias de Salvador com uma força muito grande", disse Arnaldo Ribeiro, de 46 anos.

Indicado para crianças, adultos e idosos, a prática, que é democrática e serve como lazer e socialização, é ideal para exercitar o corpo e a mente. Para o instrutor Helton Júnior, a modalidade se ajusta como um dispositivo de mudança de vida. "Primeiro benefício e a parte mas importante para todos nós é a saúde. O frescobol faz com que deixemos de ser sedentários para levar uma vida mais saudável. Melhora todo estilo de vida da pessoa, como saúde, harmonia, amor, esperança, amizade, e acima de tudo trás muita alegria a todos", pontuou.

Primeiras aparições

No Brasil, o frescobol começou a contar com as primeiras aparições no verão de 1945, na praia de Copacabana, no Rio. A prática rapidamente se tornou um dos preferidos dos esportistas da cidade e chegou, até mesmo, a ser proibido na praia durante a década de 50, com o argumento da Secretaria de Ordem Pública de que medida existia para “manter a ordem na areia das praias".

Já a década de 60 foi marcada por tentativas de institucionalização e regulamentação do esporte. Em 1971, uma resolução da Secretária de Segurança Pública regulamentou todas as atividades esportivas nas praias.

Atualmente, a modalidade é um dos esportes mais difundidos como prática de lazer nas praias brasileiras, podendo ser facilmente encontrada no litoral de todo o País. A modalidade conta com a Associação Brasileira de frescobol e uma Liga Brasileira de Frescobol, além de federações na Bahia, Espirito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

Imagem ilustrativa da imagem Esportes de Verão: democrático, frescobol faz bem para a mente e o corpo
| Foto: Raul Spinassé | Ag. A Tarde
A prática do esporte faz bem para o condicionamento físico | Foto: Raul Spinassé | Ag. A TARDE

Benefícios para o corpo

A atividade física não é importante apenas como lazer e se destaca também pelos benefícios para o corpo. O esporte melhora a coordenação motora, respiração e auxilia no ganho de força e agilidade. A atividade, por ser praticada ao ar livre, também se evidencia por oferecer uma diminuição considerável dos níveis de estresse, tensão e depressão.

"Hoje, eu consigo ter uma vontade maior. Quem pratica já acorda com mais disposição, mais dinamismo. Através do frescobol, você cria uma agilidade muito grande, uma resistência nas pernas fantástica, um reflexo absurdo por estar praticando um esporte que requer dinamismo. Também tem a vantagem principalmente para a mente. Jogando você se desestressa, faz amizades, convive com muita gente. É muito bom", enfatizou Arnaldo.

Arnaldo, que há seis anos joga frescobol, de duas a três vezes por semana, também contou como a prática do esporte foi importante em sua vida. "Tira do sedentarismo, me trouxe uma atividade muito dinâmica. É um esporte que não tem limite de idade, faz bem para a cabeça, para as pernas, para o coração. Conheço pessoas que encontraram no frescobol uma nova possibilidade, uma nova jornada".

"É um esporte completo, muito importante para a saúde. Tem que correr na areia, tem que ter certa força física, agilidade. Para o físico é muito bom e para a mente também. A pessoa tem que manter o foco na bola, foco no parceiro, disciplina, além disso, também brinca, interage. Tudo isso é importante e auxilia na qualidade de vida", ressaltou Alessandra Reis, que pratica a modalidade há cinco anos.

Na praia de Armação, existem espaços para a prática de diversos esportes, entre eles o frescobol. Alessandra, que joga no local, revelou que a prática também atrai e é benéfica a pessoas com deficiência. "Temos aqui praticando com a gente um amigo que, após sofrer poliomielite, acabou ficando cadeirante. Ele vem aqui, traz a cadeira dele e joga normalmente. Temos também um senhor que tem certa dificuldade de mobilidade, pois já teve AVC e brinca normal. Isso é importante para eles, porque é como se fosse uma fisioterapia. É um esporte democrático", contou.

Impressões dos praticantes

Entre muitos esportes, o frescobol é o que mais se destaca nas praias baianas. Arnaldo Ribeiro explicou o porquê do esporte chamar tanto a atenção. "Não tem necessariamente uma competição. Você mantém um jogo de dupla, onde existe uma parceria. Ou seja, o seu parceiro joga na intenção de te mandar a melhor bola possível para que o jogo se mantenha pelo maior tempo, sem que a bola caia. Isso que faz a dinâmica do jogo, de acordo com a sua intensidade. É um jogo de parceria".

Alessandra Reis também mencionou a falta de competição como um dos atrativos do frescobol. "O esporte é em dupla, eles não competem entre si. Isso é muito bom para as crianças por ser diferente dos outros esportes".

Imagem ilustrativa da imagem Esportes de Verão: democrático, frescobol faz bem para a mente e o corpo
| Foto: Nelson Luís | Ag. A TARDE
A carioca Patricia Felizola (à dir.) e a baiana Cristina Barbosa jogam juntas há três anos​ | Foto: Nelson Luís | Ag. A TARDE

No entanto, mesmo com o esporte sendo praticado na maioria dos casos como uma atividade de lazer,não é correto afirmar que não existe competição no frescobol. Com regras um pouco complexas (confira abaixo), a modalidade como competição conta com variados estilos de jogo (livre, veloz, radical e especialista), em diferentes regras de avaliação (ataque, sequência, equilíbrio e intensidade).

Campeãs do último torneio de frescobol disputado em dezembro de 2019, no Rio de Janeiro, as amigas Patricia Felizola e Cristina Barbosa, que jogam juntas há três anos, falaram sobre a sua relação com o esporte.

"Eu jogo frescobol desde os 15 anos, vim morar em Salvador com 22 e não joguei mais. Em 2014, eu comecei a brincar e, em 2017, eu já conhecia a Cris. Ela já participava de torneio há muitos anos e me chamou para jogar no torneio. Foi o primeiro ano que participei de competição e, a partir daí, tomei gosto. Comecei a ir para o pódio (risos) e a gente não parou mais de jogar juntas", afirmou a carioca radicada na Bahia há quase 30 anos, Patricia, 51.

"Comecei há uns 16 anos como brincadeira. Profissionalmente já pratico há uns seis. Quando comecei, as mulheres já competiam há algum tempo. Daí, eu passei a treinar, pois se elas chegaram lá eu também podia. Tudo é dedicação e foco", disse a soteropolitana Cristina Barbosa, 47.

Onde praticar

Pela facilidade de encontrar os equipamentos necessários (o kit com duas raquetes e uma bola custa em média de R$ 50 a R$ 200), o esporte é praticado em diversas praias de Salvador como uma atividade de lazer. No entanto, existem arenas especializadas com telas e distante dos banhistas, como nas praias de Armação, Villas do Atlântico, Itapuã, Ribeira, Ondina e Itaparica.

Além disso, devido à grande difusão da modalidade, é muito fácil encontrar praticantes do esporte em quase todas as praias capital, sejam na orla da Suburbana, como as praias de Tubarão, São Tomé, ou outras mais famosas como na Barra, em Jaguaribe ou na Boa Viagem.

*Colaboração e supervisão do editor Nelson Luis

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