EC.BAHIA
Torcedor do Bahia, pai de Obina espera muitos gols do filho

Em sua apresentação ao tricolor, no dia 24 de janeiro, Obina deu a pista: "Meu pai é muito Bahia. Não posso decepcioná-lo jogando com essa camisa". Com a paixão do progenitor como referência, vem a pergunta: será que o atacante revelado no Vitória seria na verdade tricolor desde criancinha?
A reportagem de A TARDE foi na última sexta-feira, 15, dois dias antes da estreia do jogador pelo Bahia contra o Vitória da Conquista - a Baiacu, na Ilha de Itaparica, para investigar.
A passagem pelo bairro simples do município de Vera Cruz, no entanto, foi relâmpago. Seu Caneco - como é conhecido Seu Manoel, pai de Obina (dono do mesmo nome no documento de identidade) - logo informou que seu filho pediu para o bate-papo acontecer no casarão que ele adquiriu recentemente à beira da praia de Coroa, perto dali.
Filho de valor - "Obina é um filho muito bom. Comprou uma casa pra cada irmão (são cinco) e outra para eu morar com a mãe dele, mas eu não saio da minha casa antiga por nada", explica o nativo de 58 anos, que mora com Dona Antonina, conhecida como 'A Nega', o sobrinho Sinho (17) e o filho mais novo, Alef (18). O último está com Obina em Salvador.
Voltando o foco novamente à investigação, a pergunta direta logo desarma Seu Caneco, que gagueja antes de responder: "Obina nunca teve um time, pois sempre quis ser jogador. Sei que ele tentou entrar no Bahia, mas teve a conversa que Bobô disse que ele não prestava. Aí, ele foi pro Vitória e deu no que deu".
Irmão mais velho do atacante, Antônio (37) - que apesar de ter apelido de ídolo tricolor, Beijoca, é Vitória - enrola mais. "Se não me engano, ele era Bahia... Mentira (risos). Não tenho certeza, não", curte ele, que também tentou ser jogador e, segundo o pai, era melhor que o irmão famoso. "Eu era mais habilidoso e driblador", compara.
Ficou fortinho - O diferencial de Obina veio quando ele ainda estava na barriga da mãe. "Um rapaz chamado Cuiamba (?) disse pra ela tomar Sadol (tradicional fortificante e estimulador de apetite) quando ela estava grávida de Obina, que continuou tomando depois que nasceu. Acho que por isso ficou tão alto e forte", conta Seu Caneco, bem mais baixinho, assim como Beijoca.
Em Baiacu, todos só chamam o novo camisa 9 do Esquadrão de Sadol. E é esse nome que eles vão gritar quando a bola rolar no sudoeste baiano. A família toda vai ficar hipnotizada em frente à TV. Além de Beijoca, Caneco e Antonina, as irmãs Solange (31), Jaqueline (30), ambas rubro-negras, e Daiane (26), tricolor de coração.
"Mas agora vai torcer todo mundo pela mesma pátria", garante Beijoca, que na mesma hora ganha um abraço do pai orgulhoso e é enrolado na bandeira do Bahia. "Vai ser muita emoção!", diz o pai, sobre o jogo de amanhã.
Empolgado, Seu Caneco, vestido com a camisa que Obina ganhou em sua apresentação ao clube, pede: "Quero dois gols na estreia. Um pro filho dele (Kauê, de apenas um mês) e outro pra mim".
A pressão sobre o goleador será ainda maior no Ba-Vi do dia 7, na Fonte Nova, com o pai nas arquibancadas.
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