EC.BAHIA
Zé Roberto ignora críticas para crescer no Esquadrão

Por Vitor Villar

Aos 22 anos, o atacante Zé Roberto não é mais nenhum menino. No último sábado, contra o Avaí, começou a disputar o seu terceiro campeonato a nível nacional - a segunda Série B, pelo Bahia. Antes, havia jogado uma Série C, pelo Salgueiro, em 2014.
A bagagem já tem se mostrado suficiente para que ele tire 'de letra' as críticas da torcida: foi com um toque assim que ele marcou o segundo gol no triunfo por 2 a 1 sobre o time catarinense. O primeiro, de cabeça, também foi dele.
Uma atuação revigorante para quem não parece gozar da paciência do torcedor, mesmo sendo um prata da casa. "Eu realmente não sei como surgem as vaias da torcida, porque acho que não me escondo do jogo. Acho que se eu perco gol é porque apareço para concluir. Se perco bola é porque não me acomodo com um empate e vou para cima", disse o atacante.
Três dias antes do triunfo sobre o Avaí, Zé havia sido duramente criticado no empate sem gols com o América-MG, pela Copa do Brasil. Ele perdeu as chances mais claras do Bahia, que poderia ter voltado de Minas com a vantagem.
"Contra o América, se eu me escondesse, eu não perderia aquelas chances. Então vou continuar perdendo se for esse o caso, pois vou continuar aparecendo", completou.
Personalidade
Um mês antes, no triunfo por 3 a 1 sobre o Globo-RN na Fonte, também pela Copa do Brasil, ele foi duramente vaiado pela torcida. Um verdadeiro paradoxo, já que, naquele jogo, ele marcou um dos gols.
Na comemoração, desabafou, pedindo silêncio para um torcedor: "Ele tava me xingando muito ali na lateral. Fiquei imaginando se eu chegasse na cara do gol se ele torceria pra eu fazer ou perder", disse Zé Roberto na ocasião.
"Vou ficar no Bahia até a torcida gostar de mim de verdade. Porque, se eu não gostasse tanto daqui, eu pediria para sair. Vou mostrar que tenho potencial", havia dito.
Após uma atuação digna de conquistar tamanha simpatia, Zé Roberto mostra perseverança: "Mais do que provar para os torcedores, eu tenho que provar a mim mesmo. Jogar aqui é meu sonho desde criança, então não tem porque me abalar com as críticas. É chato, incomoda, mas faz a gente crescer. E se o Bahia não fosse tão grande e se não existisse tanta cobrança, meu futebol não teria evoluído tanto".
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes



