EC.VITÓRIA
Leão ousa, mas Raposa vence

Era desde o início um duelo desigual, e o Vitória até que não fez feio. Em grande atuação da defesa rubro-negra, sobretudo do goleiro Wilson, o Cruzeiro, líder isolado da Série A, só conseguiu arrancar o triunfo, neste domingo, 19, no Barradão, nos minutos finais.
O resultado, no final das contas, até que não foi mal. O placar de 1 a 0 mostra o quanto o Leão pode melhorar no Campeonato Brasileiro; e, apesar da derrota, ele continua fora da zona de rebaixamento.
A diferença estava clara desde o início: foi um primeiro tempo de um lado só. Seja por mérito da Raposa, seja por incompetência rubro-negra, a bola não saiu do campo defensivo do time baiano.
O Vitória assumiu o papel de franco-atirador; o contragolpe, no entanto, não funcionou. Sem Vinícius - fora do jogo com problema estomacal -, o time não teve velocidade. A melhor chance só surgiu em erro da Raposa, aos 36 minutos.
Já o Cruzeiro terminou o primeiro tempo com 55% de posse de bola. A dupla Marquinhos-Mayke fez o que quis na direita para cima de Richarlyson, que mais uma vez jogou recuado para tirar a responsabilidade de Juan.
Sorte que a Raposa não transformou o domínio em chances. Na melhor oportunidade, Alisson mandou a bola no ângulo, mas Wilson, voltando ao time titular, operou o primeiro milagre da noite.
Bombardeio e gol
Ney Franco notou a avenida pela direita e, em mais um jogo, trocou Juan por Mansur no intervalo. A alteração não representou nada para o Cruzeiro, que apenas trocou o lado e passou a aprontar para cima de Nino.
O duelo particular entre Alisson e Wilson continuou no segundo tempo. O atacante era a principal arma da Raposa, com perigosos chutes de dentro e de fora da área. Sorte do Leão que o goleiro estava em noite inspirada. Aos 9, ele evitou a chance mais clara do adversário, com uma defesa à queima-roupa.
O jogador cruzeirense se machucou aos 20, e deixou o campo para a entrada de Willian. Sem ele, o Cruzeiro foi, aos poucos, perdendo força no ataque. Sentindo um possível espaço, Ney Franco resolveu colocar velocidade em campo. Além de Marcos Júnio, que estava em campo desde o intervalo, o treinador apostou em William Henrique na vaga de Luiz Gustavo.
O Leão tentava, portanto, enfrentar o poderoso meio-campo cruzeirense com quatro atacantes e somente um volante - Richarlyson. Se a ideia era ameaçar a Raposa, a estratégia não funcionou: os homens de frente do Rubro-Negro mal chegaram à meta de Fábio.
Marcelo Oliveira, então, trocou mais uma vez de estratégia. Com um time cansado, apostou na bola parada - justamente a falha-mor do Leão. Deu certo. A ausência de Luiz Gustavo - que ficava na sobra nas bolas aéreas - pesou. Aos 24, um gol da Raposa foi corretamente anulado. Aos 38, porém, Dedé, sozinho, não perdoou. O Leão tentou ameaçar o líder no fim, mas evidenciou sua inferioridade.
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