EC.VITÓRIA
Vitória empata e avança na Copa do Brasil; veja os gols

Lar de recentes decepções, o Barradão voltou a ver o Vitória se dar bem em uma partida decisiva. Porém, o empate por 1 a 1 com a Anapolina, na terça-feira, 14, - que garantiu o avanço do Leão na Copa do Brasil por conta do triunfo na ida, por 2 a 1 - não animou ninguém.
Fruto da situação ruim do clube, fora do Baianão e do Nordestão. Agora, antes da estreia da Série B, dia 9 de maio, contra o Sampaio Corrêa, na Toca, a equipe só terá compromisso diante do ASA de Arapiraca - pelo primeiro jogo da segunda fase do torneio nacional, que acontecerá em 22/4, 29/4 ou 6/5.
Show de Vaias
No intervalo, as vaias dos poucos torcedores que se arriscaram a ir ao Barradão - vários deles com cartazes de protesto - resumiram bem o que foi o primeiro tempo.
O atacante Rhayner não gostou: "Vaiar durante o jogo é um ato insensato da torcida. Atrapalha o jogador. Não sou contra protesto, mas tem que acontecer depois da partida".
Porém, o fato é que não havia outra coisa a fazer. Além de a situação geral não ajudar, a equipe teve uma atuação desastrosa, sendo dominada por uma Anapolina que por pouco não foi rebaixada no Goiano.
Com um bom toque de bola, o Alvirrubro criou as melhores chances da partida. O técnico Rogério Correa tanto viu a boa possibilidade de classificação que, quando perdeu o zagueiro Neto, contundido, o trocou pelo atacante Sandrinho.
Do seu lado, o Leão até arriscou uma blitz com levantamentos à área aos 18 minutos, mas Ednei perdeu oportunidade e o goleiro Thiago salvou toque de cabeça de Cris contra o próprio patrimônio.
Aos 33, a Anapolina fez valer sua melhor apresentação e marcou. Sandrinho cruzou, Pedro Oldoni errou toque de letra e a bola sobrou para ele mesmo, que fez seu segundo gol no confronto. Três minutos depois, bela troca de passes acabou com chute de Felipe Brisola e defesa de Fernando Miguel. Aos 41, Brisola recebeu de Sandrinho e carimbou a zaga.
Manifestação
Enquanto isso, a Torcida Uniformizada Os Imbatíveis, maior e mais barulhenta organizada do Vitória, abdicava de apoiar o time para protestar fora do estádio. Pedia reestruturação no futebol e a saída do chefe do setor, Anderson Barros.
O clima pesado ofuscou a louvável iniciativa de marketing do Vitória. Ao entrar após o intervalo, Escudero, que vestia - assim como os outros reservas - camisa sem distintivo, recebeu o escudo destacável do uniforme do substituído lateral Romário. A ação apoia a doação de órgãos.
E a entrada do antigo xodó da torcida trazia esperança. O time, de fato, ameaçou melhorar. Logo aos quatro minutos, Jorge Wagner, de falta, e Rhayner, de cabeça, chegaram perto do empate. Aos 13, foi a vez de Amaral assustar em ótima testada. Vinte e um minutos depois, Rogério estufou a rede de primeira e arrancou contidos gritos de gol.
Nada que empolgasse. E o empate se arrastou até, com o apito final, ser confirmada uma classificação comemorada por ninguém.
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