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FORÇA À PROVA

Vitória tem sequência difícil de 'confrontos diretos' pela Série B

Leão tem demonstrado bastante dificuldade quando enfrenta adversários da parte de cima da tabela

Daniel Farias
Por Daniel Farias

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Setor ofensivo do Rubro-Negro vive  fase de baixa no campeonato
Setor ofensivo do Rubro-Negro vive fase de baixa no campeonato - Foto: Victor Ferreira | EC Vitória

O Vitória vive dois mundos diferentes na Série B após 15 rodadas. De um lado, acumula 9 triunfos, todos contra equipes que ocupam o setor inferior da tabela e brigam para evitar o rebaixamento. Do décimo colocado para cima, por sua vez, perdeu todas – exceto para o Botafogo-SP. O Rubro-Negro foi derrotado por Criciúma, Mirassol, Juventude, Guarani e Atlético-GO. Nas próximas semanas, terá uma prova de força contra as times que disputam o acesso.

Em uma sequência difícil, o Leão vai pegar o Vila Nova, na próxima segunda-feira, fora de casa, no estádio Oba, depois o Novorizontino, no Barradão, e o Sport, na Ilha do Retiro. Irá buscar um feito por enquanto inédito do time na Segundona, vencer adversários diretos do G-4. O Sport é o líder, o Vila Nova é o segundo colocado e o Novorizontino ocupa a quarta posição. Essa sucessão de partidas será fundamental para o futuro do Vitória no campeonato.

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Para a sorte do time baiano, equipes que estão na briga pelo acesso tropeçaram justamente em duelos com equipes que o Rubro-Negro venceu. Nas últimas duas rodadas, por exemplo, o Novorizontino perdeu para a Ponte Preta, fora, e para o CRB, dentro de casa. Já o Leão acumulou seis pontos nos jogos contra esses dois times – o que, teoricamente, indica que o Vitória tem todas as condições de vencer os paulistas. A Macaca também venceu o Vila Nova, seu próximo adversário.

Nessa reta final, o Leão vai precisar, de fato, se superar e não apenas no tabu. O técnico Léo Condé e sua equipe têm o desafio de retomar o bom futebol apresentado nas primeiras rodadas da competição. O time não tem convencido e reduziu vertiginosamente o seu poder ofensivo. Nas seis primeiras rodadas da Série B, marcou 15 gols, enquanto nas seis mais recentes, balançou a rede apenas sete vezes. Menos da metade. Nas quatro partidas mais recentes, em três sequer fez gol.

A razão dessa queda de qualidade ofensiva não tem uma causa única. Falta repertório de jogadas no ataque – as bolas paradas e cruzamentos têm sido a principal arma –, e jogadores como Wellington Nem e Osvaldo não têm mantido a regularidade de antes. A dificuldade na frente se amplia com a falta de um centroavante mais qualificado no elenco. Tréllez e Welder são bons jogadores, mas, para o nível de dificuldade da divisão, o time precisa de uma referência mais goleadora.

O centroavante Léo Gamalho seria essa opção, mas os problemas de saúde atrapalharam a participação mais ativa do jogador nesse primeiro momento do campeonato. Ao mesmo tempo, o camisa 10, fundamental na armação, segue indefinido. Giovanni Augusto ainda não conseguiu apresentar o seu melhor na equipe rubro-negra. A torcida tem cobrado, e com motivos, essa evolução na criatividade e nas possibilidades de tramas de ataque da equipe.

Teste de reforços

Com a abertura da janela de transferências, ontem, o treinador do Vitória já poderá escalar os reforços da equipe, o volante Dudu e o atacante Matheus Gonçalves. Após a derrota por 1 a 0 para o Juventude, no último domingo, Condé, em coletiva, considerou o jogo equilibrado, ressaltando que a equipe cumpriu bem a proposta de jogo no primeiro tempo. Com o erro de Giovanni Augusto na saída de bola, Nenê não perdoou e marcou para o Alviverde.

“A gente fez um primeiro tempo dentro daquilo que a gente propôs: agrupar as linhas e explorar os possíveis espaços que o Juventude iria nos oferecer. A gente controlou bem, mas faltou caprichar mais na transição. Em vários momentos a gente saiu com os atacantes em boas condições de receber essas bolas; a gente errou muito no penúltimo passe, mas de qualquer forma foi um primeiro tempo controlado. Não tivemos grandes chances, nem o Juventude”, avaliou o comandante do Leão.

De fato, nessa proposta, a defesa do Vitória, embora não seja uma das menos vazadas da Série B, tem demonstrado segurança. O zagueiro Wagner Leonardo, sobretudo, é considerado um dos melhores da competição até aqui e tem feito grande dupla com Camutanga. Mas, para ter força e vencer os confrontos diretos, vai precisar de muito mais do que uma zaga segura.

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