ESPORTES
Grêmio e Inter não repetem bom desempenho de 2006

Depois de um ano de excelentes resultados em 2006, com o Internacional campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes, além do vice-campeonato brasileiro, e o Grêmio na terceira colocação da competição nacional, os dois maiores clubes do Rio Grande do Sul não repetem, nesses primeiros meses de 2007, o bom futebol do ano passado.
A maior cobrança vem para o Inter. Além de ter sido eliminado do Estadual em sua fase classificatória, o time de Abel Braga não vem conseguindo bons resultados na Libertadores, na qual pode ser eliminado ainda na fase de grupos, se não vencer o Nacional, do Uruguai, por pelo menos três gols de diferença na próxima quinta-feira, no Beira-Rio.
O presidente do clube Vitório Píffero, que substituiu o vitorioso Fernando Carvalho, não admite ter errado na avaliação que fez do grupo de jogadores, quando achou que a equipe campeã mundial, sem o zagueiro Fabiano Eller, que foi para o Atlético de Madrid, seria suficiente para dar conta das competições deste ano: "O grupo é esse e vamos com ele repetir a dose em 2007", disse, no reinício das atividades, em janeiro.
Nesta segunda, no entanto, o seu discurso era diferente. Após o fiasco de ser eliminado pelo Veranópolis na fase preliminar do Gauchão e da difícil situação na Libertadores, Píffero disse, sem convicção, que "acredita" na classificação do Inter na competição continental: "No ano passado ganhamos do mesmo Nacional por 3 a 0. Acho que temos condições de repetir a dose este ano e passar adiante na Libertadores. É difícil, mas não impossível", disse.
Entre os motivos que levaram o Inter a tantas derrotas, principalmente no Gauchão, o dirigente salientou que o time voltou de férias quase um mês depois das demais equipes e que o tempo de preparação não foi suficiente para um bom entrosamento. Enfatizou ainda as lesões sofridas por jogadores importantes como Fernandão, Alex e Alexandre Pato: "Agora o Inter está melhor", disse, praticamente confessando que o time tem de ser muito superior ao que mostrou até agora.
No Grêmio, terceiro colocado no Brasileirão de 2006, o discurso não era diferente diante da possível eliminação nas semifinais do Campeonato Gaúcho após a derrota por 3 a 0 para Caxias, domingo, no jogo de ida da semifinal - antes disso, a equipe sofreu uma vexatória derrota de 3 a 1 para o Cúcuta, na Colômbia, pela Libertadores.
"As equipes já sabem como jogamos e, por isso, estão marcando nossas principais jogadas", afirmou o técnico Mano Menezes. "Por isso, vamos ter algumas mudanças no time para o segundo jogo contra o Caxias e, quem sabe, para enfrentar o Cerro Porteño, na semana que vem pela Libertadores".
Mano referia-se principalmente ao mau momento dos dois principais jogadores do time, Lucas e Tcheco, que estão bem abaixo de seu rendimento normal: "No meu contrato não diz que tenho de ser titular", disse um constrangido Tcheco nesta segunda-feira. "Se tiver que sair, saio sem problemas, pois quem resolve isso é o treinador. Só não quero ficar como bode expiatório da má fase do time", disse Lucas, capitão do time.