Hino do clube e camisa da sorte: as superstições da torcida pro Ba-Vi | A TARDE
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Hino do clube e camisa da sorte: as superstições da torcida pro Ba-Vi

Vitória e Bahia se enfrentam neste domingo, 18, às 16h, pela 7ª rodada do Baianão

Publicado sábado, 17 de fevereiro de 2024 às 14:00 h | Autor: Beatriz Amorim
Alexandre Amorim no Barradão e  João Dannemann na Igreja do Bonfim com a camisa do Bahia
Alexandre Amorim no Barradão e João Dannemann na Igreja do Bonfim com a camisa do Bahia -

Com o clássico entre Bahia e Vitória batendo na porta, nada mais justo do que ajudar a sua equipe do coração com uma mãozinha do universo, não? Por isso, antes de um Ba-Vi, muitos torcedores apelam para as famosas superstições antes dos confrontos, afinal, sorte nunca é demais. 

Em conversa com o Portal A TARDE, Alexandre Amorim, torcedor do Leão, e João Dannemann, do Esquadrão, contaram como é a rotina deles antes de um jogo grande, principalmente contra o maior rival. Precavida, a dupla faz o trabalho dentro de campo e os torcedores do lado de fora. 

Amantes dos seus clubes do coração desde crianças, Alexandre e João compartilham as superstições como forma de consolo e para aplacar a ansiedade, ajudando as cores que vestem, seja o rubro-negro ou o azul, vermelho e branco.

Alexandre, de 23 anos, veio de uma família repleta de torcedores do Vitória e carrega no sangue a paixão que vem de gerações, do avô, para a mãe, que seguiu para o filho. Frequentando o estádio desde novo, Xandinho, como é chamado pelos próximos, foi para o Barradão em todos os jogos da campanha do título na Série B. E além disso, participou de uma das caravanas dos jogos fora de casa, contra o CRB. 

“Antes mesmo do campeonato começar, eu apostei com um amigo, tricolor, que o Vitória iria subir. Fiz isso quando já tinha sido eliminado de todas as competições, Nordeste, Baiano, Copa do Brasil, e todo mundo desacreditava do time. Mas eu fiz diferente, tanto é que fui para todos os jogos, não deixei de ir para nenhum jogo”, disse o rubro-negro.

João, de 26 anos, não é diferente do "rival". Desde novo, influenciado pelo pai, frequenta o estádio e se diz ser um supersticioso nato, tendo camisa da sorte e lugar marcado na Arena Fonte Nova. 

“No Ba-Vi eu sempre uso a minha camisa da sorte. Eu tenho uma camisa que usei no primeiro clássico ao vivo, quando o Bahia deu 2x0 na semifinal da Copa do Nordeste de 2017. Desde então eu uso ela, sempre a mesma. (...) Quando é na Fonte Nova eu sempre paro o carro no mesmo lugar, no mesmo horário e sempre sento na mesma cadeira, atrás do banco do Bahia”, garantiu o torcedor do Esquadrão.

Nos dias de Ba-Vi, ou até nos jogos importantes, Xandinho disse que repete a rotina, acorda escutando o hino do Leão, come um feijão reforçado e assiste o jogo com as mesmas pessoas, seja no Barradão ou em outros lugares. 

 "Todo Ba-Vi eu acordo de manhã cedo e começo a escutar o hino e músicas da torcida logo cedo: hino do Vitória, "quem manda nessa cidade sou eu", "vitória meu amor", "sou o terror dessa cidade" e algumas outras. Depois disso, eu e meus amigos nos reunimos logo cedo e comemos aquele feijão antes de ir" disse o rubro-negro. 

E por falar em rotina e repetir os mesmo passos, João faz até uma espécie de "estátua" com as pessoas próximas: ninguém se mexe nos momentos decisivos, e se isso for nas cobranças de pênaltis da final da Copa do Nordeste, piorou. 

“Na final da Copa do Nordeste de 2021, eu estava vendo com a minha família, Bahia e Fortaleza, e o Esquadrão estava jogando bem o jogo inteiro e foi para os pênaltis. Quando as cobranças começaram, eu falei para todo mundo para não se mexerem. Para mim, até a energia influencia”, relembrou João. 

Dos clássicos marcantes, impossível esquecer do 7x3 na final do Baianão, não é, Xandinho? O torcedor de 23 anos, perguntado, voltou no tempo e nos contou quais os seus clássicos favoritos. 

"Os  clássicos que mais me marcaram foram o 7x3, na final do Campeonato Baiano de 2013 e o 4x1 no Barradão, com gol de Robert, de fora da área. Com certeza, esses dois foram os que mais me marcaram ", finalizou. 

"O primeiro Ba-Vi que eu fui, acho que foi o mais legal. Foi aquele 2x0 na Copa do Nordeste, que o ônibus do Bahia parou no meio da torcida e os jogadores saíram andando porque não dava para passar. Eu estava perto e vi os jogadores gritando 'hoje é guerra'. Naquele momento, eu sabia que não tinha como perder, eles estavam com uma 'vibe' diferente", falou João. 

Entre hinos e camisas da sorte, só saberemos o vencedor dessas superstições no domingo, 18. Vitória e Bahia entram em campo durante a tarde, às 16h, no Barradão, com torcida única, pela 7ª rodada do Campeonato Baiano. A transmissão será feira pela emissora oficial da competição, a TVE, tanto em TV aberta, quanto no Youtube.

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