ESPORTES
História e descaso nos estádios baianos

O interior baiano possui dois dos estádios públicos mais antigos do país ainda em atividade profissional. O ilheense Mário Pessoa preserva o charme dos anos 30. O juazeirense Adauto Moraes foi erguido na década seguinte. Além de duelos inesquecíveis pelas competições locais, monumentos como o Itabunão e o conquistense Lomantão sediaram clássicos nacionais, tal qual Flamengo x Vasco. Fora excursões de craques como Pelé e Garrincha.
Estas relíquias culturais e arquitetônicas não têm sido preservadas. Em geral, lhes falta conservação. Reparos se atropelam às vésperas dos torneios. Como agora. Dos 12 estádios do Campeonato Baiano de 2007, 10 são geridos por prefeituras. O Barradão, único particular, pertence ao Vitória. A Fonte Nova, ao governo estadual.
Exceto durante o Estadual, os estádios geralmente só reabrem para jogos eventuais, a exemplo do Intermunicipal. As equipes ficam inativas. Suas arenas também. Não costuma haver manutenção e planejamento de obras. Dinheiro, menos ainda. A Federação Bahiana precisa exigir reformas para os defeitos, cujas soluções sempre são proteladas.
ILHÉUS A casa do atual campeão, o Colo-Colo, só parou por um mês em 2006. Todavia, os problemas se acumulam. Estavam agendadas para segunda-feira passada uma limpeza, pintura, reforço dos danificados alambrados e recuperação do gramado ruim.
Já se ajustou a parte elétrica. A pavimentação do piso abaixo da arquibancada está andando. Quando chove forte, a entrada fica totalmente alagada. Para comprar ingresso ou chegar à geral, é preciso chafurdar num lago.
O administrador do estádio, José Aristom da Silva, não sabe quanto se gasta mensalmente com manutenção. Os valores oscilam. Serviços com empreiteiras e obras cabem à prefeitura.
O setor de cadeiras e cabines data de 1935. Mesmo ampliado, manteve suas características originais e a arquitetura diferente das demais arenas baianas.