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Investimentos mais altos do Bahia ainda não geram frutos

Daniel Dórea l A TARDE
Por Daniel Dórea l A TARDE
| Atualizada em

Qualquer um está sujeito a atitudes desesperadas em momentos de muita pressão. Foi o que aconteceu com Vágner Benazzi na derrota do domingo, 3, para o Bahia de Feira. Ignorando a possibilidade de um ou mais jogadores se machucarem nos 45 minutos finais, ele fez as três substituições a que tinha direito no intervalo.

Talvez por pura indignação, já que a atuação dos reforços mais badalados são justamente as que mais decepcionam até então. No momento em que sacou os atacantes Souza e Robert, e o meia colombiano Tressor Moreno, Benazzi tirou R$ 240 mil de campo, 24% da folha salarial do elenco tricolor, que gira em torno de R$ 1 milhão.

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Nas entrevistas no Bahia, o treinador poupa sempre a dupla ofensiva de críticas. O peso dos nomes e da responsabilidade fez com que os dois, que somam três gols, encostassem o garoto Rafael – com cinco – no banco. Já Tressor era alvo de constantes reclamações mesmo quando vinha bem. Para Benazzi, o colombiano é lento e não ajuda na marcação. Por isso, o técnico chegou a cobrar publicamente a contratação de um meia veloz.

Homem do futebol no clube, o gestor Paulo Angioni admite que os principais investimentos não deram o resultado esperado. “Realmente, há a tristeza por eles ainda não terem mostrado a qualidade que têm em sua plenitude”, diz, depois de ressaltar que qualquer um teria contratado Souza e Tressor. Em relação ao outro, até se isenta de responsabilidade. “Robert passou duas semanas treinando com a gente e todo mundo queria que ele fosse contratado. Não era uma coisa só minha”.

Esperança - Otimista, como o próprio  se define, o dirigente mantém a esperança na recuperação do trio. “Tenho certeza absoluta de que eles ainda nos darão muito prazer em vê-los jogar”, afirma.

Como contraponto, comenta o caso do meia Ramon, que chegou cercado de desconfiança e, com o apoio especial de Angioni, tem ido bem. “Temos uma relação que transcende até a normalidade e eu sempre acreditei que poderia ajudá-lo a voltar ao mercado e mudar seu comportamento externo”, discorre, orgulhoso. Quem sabe, com seus dotes de psicólogo, o cartola consegue produzir mais voltas por cima no Fazendão.

Custo-benefício dos medalhões:

Robert - Com salário de R$ 90 mil, disputou oito jogos e marcou apenas um gol.

Tressor - Recebe R$ 80 mil e até fez jus ao valor nas duas primeiras partidas. Depois, caiu. Tem um gol e duas assistências em sete jogos.

Souza - Ganha R$ 170 mil, sendo que o Bahia paga R$ 70 mil, e o Corinthians, o resto. Em oito duelos com a camisa tricolor, o atacante marcou duas vezes.

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