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Jejum dos atacantes do São Paulo não incomoda Aloísio
Aloísio garante que o jejum de gols dos atacantes tricolores, que completou sete jogos após a vitória sobre o Vasco, ontem, não o incomoda em nada. "Se todos os atacantes não marcarem e a gente continuar vencendo do jeito que foi, já estará bom demais. Pra mim, o que importa são os três pontos", diz, sem a menor preocupação.
O último gol marcado por um atacante tricolor foi no primeiro jogo da final da Recopa, contra o Boca Juniors, em Buenos Aires. O garoto Thiago abriu o placar para o São Paulo, que acabou derrotado por 2 a 1.
"Eu só ia me incomodar se estivéssemos perdendo", disse, sem encontrar uma justificativa. "Isso acontece. É fase. Chances não faltam, mas a nossa bola não quer entrar. Enquanto isso, os zagueiros vão marcando, o goleiro, lateral-direito... Uma hora isso vai virar."
Muricy Ramalho também tem a confiança de que a maré de má sorte dos atacantes pode virar a qualquer momento. Só o retorno de Aloísio, depois de seis jogos de molho em razão de uma lesão muscular na coxa direita, bastou para aumentar o poder ofensivo do time. Apesar de não desencantar, o grandalhão teve participação direta nos gols da vitória sobre o Vasco.
A importância dele para a equipe é tanta que os médicos o aconselharam a fazer um tratamento dentário, que talvez estivesse influenciando diretamente nas seguidas contusões que sofreu na temporada. "Toda hora que a fase fica boa, eu me machuco. Já senti uma melhora com esse tratamento. Espero não me machucar mais até o fim do ano", disse.
O atacante sofreu tanto que das 62 partidas que o São Paulo já fez em 2006, ele participou apenas da metade.