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João Derly é bicampeão no Mundial de Judô

Agencia Estado

Por Agencia Estado

15/09/2007 - 23:10 h

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João Derly, mais uma vez, fez história no judô brasileiro. Aos 26 anos, o judoca gaúcho se sagrou o primeiro lutador nacional a se tornar bicampeão mundial. Na noite deste sábado, na Arena Olímpica, no Rio, o meio-leve teve uma atuação heróica, emocionou o público e repetiu o feito de 2005, no Egito. O Brasil lidera a competição por equipes no masculino, com três ouros, pois conquistou o primeiro lugar também com Luciano Corrêa e Tiago Camilo. O pesado João Gabriel Schlittler foi bronze.

A meio-leve Érika Miranda disputou o bronze com a japonesa Yuka Nishida, mas perdeu por ippon, no primeiro minuto de disputa. A equipe feminina segue sem conquistar nenhuma medalha. Tanto Érika quanto Derly garantiram vaga nos Jogos de Pequim ano que vem.

Derly precisou suar muito em sua caminhada ao bicampeonato. O chinês foi um duro adversário e a vitória só veio a 1min59 do golden score, após empate nos primeiros cinco minutos.

Contra o mongol Sanjaasur Myaragchaa, Derly mostrou garra ao virar o resultado. O português naturalizado australiano Ivo dos Santos tentou tirar a concentração do gaúcho e o máximo que conseguiu foi levar o ippon em 2min08 de luta. O italiano Giovanni Casale foi outro obstáculo difícil, mas Derly obteve o ippon aos 4min14 de luta.

O duelo na semifinal foi épico. A vitória veio no golden score com um te-guruma (pegada de perna) sensacional. Na final, frente ao cubano Yordanis Arencilia. Foi um tira-teima. Os dois haviam lutado duas vezes este ano. João venceu Yordanis no Pan e o cubano ganhou em Belo Horizonte na etapa da Copa do Mundo. Muito equilíbrio e respeito dos dois lados. A vitória veio na sua especialidade: pegada de perna. E o segundo título mundial consecutivo estava garantido.

OS DEMAIS - A estréia não causou tensão em Érika, que só precisou de 16 segundos para passar pela eslovena Petra Nareks. Frente à coreana Kyung Ok Kim um grande desafio, que terminou só a 7 segundo do final, com uma punição para a adversária.

A vaga na semifinal foi muito tranqüila. Novo ippon, desta vez aos 54 segundos. A portuguesa Telmo Monteiro foi a adversária na semifinal. Bronze no Mundial de 2005, a européia soube levar o combate e tirou a brasileira da disputa do ouro. Pelo bronze, foi a vez de encarar a japonesa Yuka Nishida. Nova derrota. Desta vez por ippon em um minuto.

Leandro Guilheiro, entre os leves, estreou com vitória sobre o mexicano Abraham Negrete, após conseguiu um wazari e definir com imobilização. Mas o sonho do ouro terminou logo na segunda rodada, diante de Elnur Mamadli, do Azerbaijão. Elnur seguiu vencendo e Leandro entrou na repescagem. Diante do canadense Nicholas Tritton, novo revés e a eliminação do Mundial.

A peso leve Danielle Zangrando começou com um ippon aos 51 segundos de luta diante de Sandra Borges, de Cabo Verde, mas perdeu espetacularmente, também por ippon, para Kifayat Gasimova, do Azerbaijão. Como Gasimova não seguiu na competição pois perdeu na etapa seguinte, a brasileira não voltou a lutar.

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