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Joel se despede do Bahia e fala em cumprir missão no Flamengo

Da Redação
Por Da Redação
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Após cerca de duas horas de atraso, Joel Santana compareceu à sala de imprensa do Fazendão na tarde desta sexta-feira, 3, para sua última entrevista em território tricolor. Agora, o “Papai” vai comandar o Flamengo, adversário do Bahia na Série A. Segundo ele, a coletiva seria uma despedida: “Vim para agradecer”, disse ao encontrar os jornalistas.

Com uma bandeirinha do Esquadrão em mãos, o treinador iniciou o discurso agradecendo aos profissionais do clube, em especial o presidente Marcelo Guimarães Filho, e fez questão de deixar as portas do Fazendão abertas para um possível retorno.

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“Eu estou indo, mas posso voltar. Isso é coisa do futebol, mas nada vai separar a paixão que nós [Joel e Bahia] temos, nada vai acabar o carinho que tenho pelo Bahia. O mundo do futebol muda a todo momento. Se não der certo lá, quem sabe, se o Bahia quiser e eu estiver disponível, eu possa voltar”, disse.

Questionado sobre os motivos de deixar o Esquadrão, Joel Santana falou que estaria realizando uma “missão”. “O que me levou para lá é questão particular. Se amanhã uma grande rede de jornalismo te convida para uma missão, você pode até estar bem, mas algo vai tentar você a ir. Isso aconteceu ontem [quinta-feira], porque na quarta não existia nada. Essa história que todo mundo sabia não existe”, justificou Joel, rebatendo os rumores de que os jogadores do Flamengo já sabiam da sua contratação antes mesmo do jogo contra o Real Potosí.

Joel Santana fez questão de rebater qualquer justificativa que de que estaria deixando o Bahia para treinar um clube considerado maior, como o Flamengo. “Essa história de nome do Flamengo não pesou, o Bahia é do mesmo tamanho. Minha gratidão pelo Bahia vem de quando eu não era ninguém. O Bahia dá sorte na minha vida. Todas as vezes que cheguei aqui as coisas mudaram. Ontem foi assim, um dia diferente, dia de Yemanjá, então a coisa mudou. A minha vida é de cigano, e vou andando como ela se apresenta”, esclareceu.

Em tom de despedida, o técnico deixou uma mensagem otimista para o clube e para o seu sucessor. “As coisas no Bahia estão mais perto de acertar. Este vai ser um campeonato difícil, mas o time está perto de acertar. Quem chegar tem que deixar esse grupo motivado”, comentou.

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