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Juazeiro teria recebido incentivo de R$ 6 mil do Serrano para não perder jogo

Ricardo Palmeira, de A TARDE
Por Ricardo Palmeira, de A TARDE

Tema recorrente em todo Campeonato Brasileiro, a famosa mala branca agora resolveu aparecer também no Baianão. Os principais protagonistas da história: Juazeiro, time conhecido como a Carranca, e Serrano, o Índio Mongoió de Vitória da Conquista.

Na última segunda-feira, 14, Eládio Júnior, presidente do Juazeiro, confirmou que seu clube recebeu um incentivo de R$ 6 mil para não perder o jogo contra o Camaçari. Caso o time do Polo  e o Fluminense de Feira tivessem vencido suas partidas, o Serrano estaria hoje  fora da segunda fase do Baianão 2011.

E, segundo Eládio, foi justamente Hebert Andrade, presidente do clube do sudoeste do Estado, que teria oferecido aos jogadores da Carranca  a recompensa  para evitar o triunfo camaçariense no último domingo.

“É oficial. O presidente deles nos procurou e nós aceitamos a proposta. Foi o bicho dos nossos atletas”, afirmou Eládio, que inclusive garantiu que o dinheiro já foi devidamente pago. “No estádio, assim que o jogo terminou, a mala com os R$ 6 mil foi entregue ao goleiro Rodrigo, capitão de nosso time”, disse.

Entre as revelações do mandatário, outro clube poderia estar envolvido no caso de mala branca. Seria o Fluminense de Feira, também interessado em um bom resultado do Juazeiro. “Fiquei muito indignado com o pessoal do Fluminense que procurou diretamente os nossos atletas. Não vejo problemas em oferecer incentivo, mas os dirigentes deveriam ser contactados primeiro”, comentou o presidente da Carranca.

Segundo ele, no fim das contas, não houve qualquer gratificação vinda de Feira de Santana pois o Touro do Sertão empatou com o Vitória da Conquista e acabou eliminado do campeonato.

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Punição - Assim que soube do fato, Ednaldo Rodrigues, presidente da Federação Baiana de Futebol (FBF), fez questão de dizer que a mala branca é passível de punição de acordo com o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

“A lei trata incentivo para perder e para ganhar da mesma forma”, disse o mandatário, que afirma ter informações que a mala branca do Serrano teria sido dada também ao Vitória da Conquista. Segundo ele, já está sendo encaminhando para o tribunal o material de imprensa com indícios de que a gratificação, de fato, ocorreu.

No entanto, Ednaldo não garante punição ao clube. “Temos que diferenciar a pessoa jurídica da física. Creio que a mala banca seja de responsabilidade individual”. Neste caso, Hebert Andrade é quem correria risco.

Fugindo de uma possível punição, Hebert deu declarações pondo a autoria da gratificação em algum torcedor do time. Fato negado  por Eládio Junior, que garante: “O dono do dinheiro, eu não sei. Mas, que foi o presidente do Serrano que  entregou, foi. Agora, se ele quer negar, aí é um problema dele”.

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