ESPORTES
Lei federal abriu espaço para organizações menores

As organizações médias e pequenas começaram a ter força no Brasil a partir de 2007, quando foi outorgada lei federal 9615, que permitia a criação de ligas e associações esportivas. Com isso, foram criadas entidades locais que passaram a chancelar lutas dessas organizações internacionais em solo brasileiro.
É o caso da Associação Nacional de Boxe (ANB), cujo presidente e criador é Adimilson "Lalá" da Cruz, e da WBU. Lalá é também o diretor sul-americano da WBU, e foi o responsável por trazer a decisão do último título mundial para Santo Antônio de Jesus.
"Comecei a ANB porque queria criar algo diferente do que já existia e dar oportunidade a atletas bons que não conseguiam espaço no circuito que estava aí. Assim, comecei a fazer boxe em todas as cidades da Bahia e, depois, no exterior". Segundo ele, a ANB é filiada a oito entidades mundiais, entre elas a WBU.
Já o jornalista Wilson Baldini Jr acredita que o boom dessas entidades aconteceu porque os empresários não conseguiam espaço nas grandes. "É política, como em qualquer lugar. O cara que comanda uma organização dessas precisa ter um relacionamento no mundo do boxe muito grande. Ele precisa ser reconhecido pelos lutadores e trazer campeões. É a mistura disso tudo que torna a organização importante", opina.
Atrativos
Então, se essas organizações pequenas carecem de reconhecimento, por que jovens lutadores resolvem começar nelas as suas carreiras? Para Lalá, é remuneração. "A principal razão para amadores buscarem a ANB é se profissionalizar e ganhar bolsa. Amador não ganha dinheiro, e todo profissional busca receber pelo trabalho.
Segundo ele, a bolsa para iniciantes varia entre R$ 400 e R$ 2 mil. A promoção das lutas parte dos atletas, e a aprovação cabe à comissão da WBU. O pagamento das taxas de sanção das lutas, que chega a mil euros (R$ 3,5 mil), também fica a custo dos atletas.
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