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PRA CIMA!

Mundial de Karatê: garoto vai à luta para disputar competição no Japão

João Guilherme, de 11 anos, se vira como pode para ir à disputa que será em junho

Leonardo Santana | Portal Massa!

Por Leonardo Santana | Portal Massa!

15/04/2024 - 11:36 h
Apesar da pouca idade, João Guilherme já pensa como gente grande e se prepara para o desafio do outro lado do mundo
Apesar da pouca idade, João Guilherme já pensa como gente grande e se prepara para o desafio do outro lado do mundo -

No bairro do Pau Miúdo, em Salvador, um garoto de apenas 11 anos, que sonha em conquistar o mundo, vive a expectativa de disputar o Campeonato Mundial de Karatê no Japão, em junho deste ano. Apesar da pouca idade, João Guilherme já pensa como gente grande e se prepara para o desafio do outro lado do mundo.

Sem patrocínio para arcar com as despesas da viagem, a chave PIX (71) 99921-3977 (celular) foi criada para receber doações de pessoas que queiram ajudar João e a avó Nalva a irem ao território asiático visando representar o Brasil e, quem sabe, subir no pódio. Uma ‘vakinha’ online com o link https://www.vakinha.com.br/4382410 também recebe doações para o jovem lutador.

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“A gente só pode realizar esse sonho com a ajuda de vocês e se Deus quiser. A gente só pode fazer as coisas se Deus permitir, porque sem ele nada pode acontecer. Mas a expectativa está lá em cima e eu creio que vou conseguir [viajar]”, afirmou o garoto em entrevista à reportagem do MASSA!.

A vaga na competição internacional veio depois que o atleta do clube Tigres & Dragões, que é filiado a Japan Karatê Shoto Federation (JKS-Bahia), disputou o Campeonato Brasileiro em Goiânia e foi campeão juntamente com outros atletas em 2023. “Quero ser campeão mundial, sempre foi meu sonho desde pequenininho, para incentivar outras crianças”, vislumbra João Guilherme.

Responsável por treinar a promessa do karatê baiano, o sensei Matheus Malta se recorda quando o garoto iniciou no projeto social. “O ponto de virada de João foi na pandemia. No momento que a grande maioria estava parada, sem treinar, João foi um dos poucos que continuaram a treinar de forma online”, recordou o professor.

“Eu sempre digo a ele que tem que chegar lá e dá o melhor. Se o melhor dele for o suficiente para ser campeão, excelente. Mas só de estar ali, já é um grande vencedor”, completou Matheus.

Cocadas são o combustível

Visando transformar o sonho do neto em realidade, dona Nalva tem lutado fora dos tatames para correr contra o tempo e arrecadar os valores necessários para bancar os custos da viagem. Ela, que também é cuidadora de idosos, resolveu se arriscar em outra missão para ajudar o neto: fazer cocadas para vender. A iniciativa veio depois de se frustrar ao tentar conseguir investidores.

“Eu já tinha pedido a um, pedido a outro, nada funcionou. Todo mundo me enrolou. Empresários, pessoas que tinham condições, dei entrada no Bolsa Atleta e João não passou”, afirmou a avó, ao lembrar também que atualmente João Guilherme tem o apoio da prefeitura de Salvador e até recebeu uma grana de R$ 5 mil para ajudar a custear a ida ao Japão.

E quando menos esperava veio uma inspiração que virou sucesso e tem ajudado a vó e o neto a ficarem cada vez mais perto de embarcarem rumo ao Japão. “Pedi a Deus uma luz e fui dormir. De manhã eu acordei e pensei ‘acho que vou fazer uma cocada’, mas não tinha dinheiro. A primeira foi essa de caramelo. Do nada começaram a surgir sabores, ideias. Aí eu fiz de maracujá, abacaxi, fui inventando sabores. Aí começaram os elogios”, recordou dona Nalva.

Projeto social é inspiração

Referência para muitas crianças, Matheus Malta detalhou ao MASSA! a motivação de ensinar karatê em um projeto social. “Às vezes a criança está ali na rua exposta a qualquer tipo de perigo e aí dentro do karatê a gente não ensina só você a lutar bem, a gente ensina toda uma filosofia de respeito, disciplina, a gente é muito duro nessa questão”, destacou.

No entanto, apesar da força e dedicação para treinar os alunos, o sensei revelou que o projeto ainda sofre com falta de apoio. “A gente sobrevive com a gente se ajudando mesmo, às vezes pegando doação de kimono, de faixa, de material, de luta, com algum amigo que não treina mais”, completou o mestre do pequeno atleta.

*Sob a supervisão do editor Léo Santana

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