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"No chão, sou uma das melhores do UFC", garante a baiana Virna Jandiroba

Alex Torres e Daniel Genonadio* | Fotos: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE
Por Alex Torres e Daniel Genonadio* | Fotos: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE
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Virna Jandiroba ingressou para o UFC em abril deste ano
Virna Jandiroba ingressou para o UFC em abril deste ano -

Em um grande momento no Ultimate Fighting Championship (UFC), a categoria feminina brasileira tem apresentado uma surpreendente crescente nos últimos meses. No momento, três dos quatro títulos das divisões das organizações estão nas mãos de atletas do Brasil. Enquanto Jéssica Andrade possui o cinturão dos palhas, a baiana Amanda Nunes detém os títulos dos pesos pena e galo.

Dentre os vários nomes de destaque, uma baiana de Serrinha tem buscado cada vez mais seu espaço dentro do evento. Com um cartel de 14 vitórias e apenas uma derrota, Virna Jandiroba teve a honra de ingressar neste ano, em abril, ao seleto grupo de lutadoras do UFC. Em entrevista exclusiva ao Portal A TARDE, a atleta falou sobre o momento feminino na organização e se mostrou bastante otimista para o futuro.

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"Acho fantástico! Não podemos ver de forma descontextualizada do momento histórico atual. Nesse momento, as mulheres têm despontado, não somente na luta, mas em vários ambientes, isso tem sido discutido e, consequentemente, gerado mais oportunidades", conta.

No entanto, a caminhada de Virna começou muito antes de entrar no octógono mais famoso do mundo. Oriunda do Jiu-Jitsu, a lutadora contou a respeito da dura trajetória que precisou percorrer até adquirir o reconhecimento que tem hoje.

"Eu comecei no Jiu-Jitsu em 2005, desde minha adolescência. Me formei faixa preta, mas aqui na Bahia e no Norte-Nordeste estava muito complicado de encontrar adversário e isso foi me desestimulando. Algo que acontecia muito era com relação a falta de patrocínio, então nem sempre a gente conseguia ir para o Sul/Sudeste. Então o MMA surgiu como um desafio, foi quando eu fiz minha primeira luta em 2013 e não parei mais", revelou.

Agora, Virna sabe que carrega da responsabilidade que carrega nas luvas, junto com a expectativa dos mais de 80 mil habitantes da cidade do interior da Bahia. "Como eu costumo falar, era um sonho meu, de meus professores e foi se tornando algo maior. Hoje eu sei que as pessoas de minha cidade se sentem representadas e vibram muitíssimo quando vou lutar. A responsabilidade é enorme, mas é maravilhoso".

Responsabilidade essa, que Virna está correspondendo a altura. Além de ficar por quase seis anos invicta na carreira, a baiana ainda conquistou o seu primeiro título mundial em um evento que, coincidentemente, carrega o nome justamente de 'Invicta', o primeiro destinado exclusivamente para mulheres no mundo.

"A sensação é fantástica! Foi a realização de um sonho. É difícil elaborar em palavras, mas eu diria que foi um dos momentos mais felizes da minha vida. Então acho que dá para ter uma dimensão. Acredito que todo mundo deveria passar por uma sensação dessa".

Mesmo depois do reconhecimento, ela sempre fez questão de não esquecer de suas raízes. Conhecida dentro do MMA por 'Carcará', a atleta carrega o apelido de um dos pássaros mais marcantes da região do nordeste e explica da importância que esse nome possui na busca pela representatividade de seu povo.

"Queria algo que atribuísse ao Sertão. Um amigo meu virou e falou 'Pô, Carcará é legal' e a galera acabou abraçando e representa muito bem. Mostra a personalidade do sertanejo: 'Pega, mata e come. Não vai morrer de fome. Mais coragem do que homem'", contou.

Imagem ilustrativa da imagem "No chão, sou uma das melhores do UFC", garante a baiana Virna Jandiroba
| Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE
Conhecida dentro do MMA por 'Carcará', a atleta carrega o apelido de um dos pássaros mais marcantes da região nordeste

No entanto, Virna sabe que ainda tem muito a caminhar em sua carreira como lutadora. A diferença entre o UFC e os demais eventos que ela participou são significativas. "Algumas coisas mudam, precisamos nos profissionalizar mais. No UFC não dá para ser amador. Então hoje eu conto com muito mais pessoas do que contava antes. Preciso trabalhar muitos fatores, parte física, emocional, psicológica, técnica. É muita coisa para pensar".

Na parte técnica, ela garante que o foco tem sido intenso. Apesar de ser uma atleta do Jiu-Jitsu, a busca pelo aprimoramento da luta em pé tem sido constante."Geralmente, eu não usava muito a parte da trocação. Ficava meio automático, porque eu levava para baixo e finalizava. Então criou-se esse estigma de que eu não treino a parte em pé, mas eu treino, só não utilizava nas lutas. Agora, por exemplo, estou aprimorando meu boxe na academia Champion, uma das melhores do Brasil, com mestre Luiz Dórea. Mas no chão, em minha categoria, eu me considero uma das melhores do UFC", garantiu.

Madrinha da Brazil MMA

Por fim, a baiana falou sobre a honra de ter recebido o convite por parte da Brazil MMA em estar sendo madrinha no evento que ocorre no próximo dia 17 de agosto, na sede da Associação Atlética da Bahia (AAB). Para ela, é extremamente importante a fomentação de mais eventos locais, de forma que possa estar incentivando novos lutadores.

"Acho fantástico! Primeiro porque são meus amigos pessoais, então é muito bom. Acho muito importante o que eles têm feito, trazer os eventos, a maneira como tratam os atletas e tem pensado o MMA. É algo muito novo e muito humano. Foram eventos como esse que me formaram como atleta, então é algo importantíssimo ter esse acesso. Tenho certeza que irá definir na vida de muitos atletas, é algo crucial", concluiu

Imagem ilustrativa da imagem "No chão, sou uma das melhores do UFC", garante a baiana Virna Jandiroba
| Foto: Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE

Martinho Jambeiro (esq) e Carlos Américo (dir), diretores da Brazil MMA

*Sob supervisão da repórter Keyla Pereira

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