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Promessa no tênis juvenil, baiano Victor Rocha projeta longa estrada para o sucesso

Publicado às | Atualizado em 22/10/2021, 21:43 | Autor: Eduardo Cohim
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Depois de um ano de ausência por conta da pandemia, o tradicional evento de tênis Bahia Juniors Cup está de volta para sua 36ª edição. A competição será realizada a partir do próximo sábado, 30 de outubro, até o dia 6 de novembro, no Clube Bahiano de Tênis e também na Associação Atlética da Bahia, nos bairros da Barra e Graça. Além de jovens brasileiros, tenistas de outros nove países competem em quatro categorias diferentes, valendo pontos para os rankings mundial, sul-americano e brasileiro.

É um importante torneio, que já contou com talentos como Gustavo Kuerten, André Sá, Marcelo Melo, Teliana Pereira e, mais recentemente, João Menezes – medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, e que disputou os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão. Nesta edição, outros nomes do futuro do tênis mundial podem se destacar, por isso, vale a pena conferir esses jovens talentos. Uma dessas promessas é o baiano Victor Rocha, de 14 anos, mas que disputará categorias acima, dos 16 e 18 anos.

Victor começou no tênis aos cinco anos, de uma forma pouco convencional. O menino não acompanhava o esporte, nem ligava. Mas o voto de confiança veio após a indicação de um amigo da família.

“Antes de começar a praticar, eu não conhecia muito do tênis. [...] Sempre fui um menino de esportes. Então, fiz futebol, capoeira, natação… e aos cinco anos me identifiquei com o tênis, por influência de um amigo da minha mãe. Desde então, me apaixonei pelo esporte”, contou Victor.

Nesse início, o jovem ainda encarava o tênis como mais um esporte, uma espécie de hobby. “Até os 11 anos, por exemplo, eu praticava futebol e natação, além do tênis. Só que aí, eu decidi manter meu foco integralmente no tênis”. Foi nessa época que Victor passou a treinar sob o comando de Duda Catharino, ex-tenista profissional e coordenador do Clube Bahiano de Tênis.

Na década de 90, o próprio Duda participou da competição, na época chamada Copa Econômico. A final da categoria 16 anos foi contra Guga, que se saiu vencedor e continuou se destacando até ser o tenista número 1 do mundo. Atualmente dedicado a passar seu conhecimento, Duda destacou o talento e comprometimento de seu discípulo.

“Ele é um garoto muito disciplinado, muito dedicado, segue as rotinas certinhas, tem muita habilidade motora e a gente vem capacitando ele para ser um garoto completo técnica e taticamente até os 14 anos. Agora, tá entrando no ajuste fino, que é o que vai exigir o tênis daqui para a frente”.

O talento de Victor já tem aparecido em nível internacional. Em julho, o tenista disputou a Lambaré Open, em Assunção, no Paraguai. Saiu de lá campeão de simples e duplas. “Eu vinha de vários torneios bons, mas sem o título. Nesse campeonato eu ganhei jogos difíceis, duros, de meu nível ou melhor”, comemorou Victor.

Cautela

O garoto é considerado por muitos como a maior promessa do cenário baiano. Ele sente-se orgulhoso de ser colocado nesse patamar. No entanto, demonstrando maturidade impressionante para sua idade, reconheceu o longo caminho a ser percorrido até o sucesso no tênis profissional.

“Eu não gosto muito de colocar expectativas em mim, mas eu fico bem agradecido. Venho tendo bons resultados, então pode-se dizer que é válido [esse reconhecimento]. Mas ainda é um caminho muito longo pela frente, só tenho 14 anos ainda. Eu já venho treinando e focando em competir profissionalmente no futuro. Então, é continuar nesse processo com minha equipe e conquistar esse sonho”, projetou.

Ele e Duda, inclusive, estão afinados. O treinador manteve discurso muito semelhante ao revelar suas expectativas sobre o futuro do jovem. “Acho que ainda tem muito caminho [para ser um jogador profissional], mas ele preenche todos os pré-requisitos de um atleta que vai tentar o circuito profissional”, avaliou.

Apesar disso, Vitor se permitiu sonhar bem alto e longe. “É um caminho muito imprevisível [risos]. Mas eu almejo, com certeza, ser um dos melhores e competir nos melhores torneios do mundo”.

Nesta edição da Bahia Juniors Cup, Victor e seu treinador optaram por avançar categorias. Primeiro, jogará o qualificatório dos 18 anos. Caso avance à chave principal, essa será sua categoria de disputa, que vale pontos no ranking mundial. Caso contrário, terá a chave principal dos 16 anos pela frente. O objetivo é começar a ganhar corpo contra adversários mais velhos, que o jovem atleta passará a enfrentar a partir do próximo ano.

“Minha expectativa pra esse torneio é ganhar ritmo. Fazer jogos bons. Óbvio que o título seria interessante, mas tem muito torneio pela frente. Tem que pensar jogo a jogo. Então, é jogar de igual pra igual contra oponentes em um nível acima”.

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