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Psicólogos tentam impedir rebaixamento do Fluminense

Agencia Estado
Por Agencia Estado

O Fluminense luta para evitar o vexame do rebaixamento, pelo qual já passou entre 1996 e 99, quando chegou a disputar a terceira divisão do Campeonato Brasileiro. Depois das seguidas trocas de treinadores, dos reforços que não deram certo e da bênção de um padre, a diretoria do clube carioca convocou psicólogos para ajudar o time.

A diretoria chamou os psicólogos que atendem as categorias de base do clube para dar equilíbrio emocional ao elenco. ?A equipe está nervosa e ansiosa?, diz o presidente do Fluminense, Roberto Horcades. Ele, inclusive, foi hostilizado na saída do Maracanã, depois do último tropeço do time, por dezenas de torcedores que exigiam sua renúncia.

Faltando quatro rodadas para o fim do Brasileiro, o Fluminense está em 16º lugar, com 37 pontos. E precisa reagir já neste domingo, quando enfrenta o Cruzeiro, no Maracanã. Depois, terá pela frente Santa Cruz, Corinthians e Palmeiras.

Sucessão de erros

?O Fluminense não vai cair?, garante o técnico PC Gusmão. Mas o atual momento e os últimos meses do time não refletem isso.

Único clube do Rio com forte patrocinador (Unimed), o Fluminense investiu errado nas contratações e já demitiu seis treinadores nesta temporada. Medalhões como Petkovic e Pedrinho, cujos salários são altíssimos, passaram mais tempo em tratamento médico do que em campo.

No primeiro semestre, a equipe até ameaçou repetir a boa campanha do ano passado. Assumiu a liderança no início do Campeonato Brasileiro, mas caiu assustadoramente de produção após a Copa do Mundo da Alemanha, em julho.

O Fluminense tem a pior campanha do returno do Brasileiro. Venceu somente uma partida, tem saldo negativo de 12 gols e somou apenas oito pontos. O clube não derrota um adversário desde o dia 17 de setembro, quando bateu o Figueirense por 2 a 0, no Maracanã. Já são dez rodadas sem dar alegria ao torcedor.

E a sina persegue até seu treinador. Paulo César Gusmão não vence há 18 jogos - incluindo passagens pelo Cruzeiro e São Caetano. A fase é muito ruim. Nem o canto em louvor a ?João de Deus?, vindo das arquibancadas, ilumina o time.

O padre Neo, da Paróquia Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado (zona sul do Rio), esteve nas Laranjeiras no meio de semana, abençoou os jogadores e a comissão técnica, mas a ajuda não surtiu efeito imediato. O Fluminense foi apático no empate sem gols com a Ponte Preta, quinta-feira, no Maracanã, piorando ainda mais sua situação no Brasileirão.

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