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Rally dos Sertões: pilotos reclamam da falta de segurança na 2ª etapa

Diana Gomes, do A TARDE
Por Diana Gomes, do A TARDE

Especial da Cidade de Goiás - Que eles gostam de adrenalina, isso ninguém duvida, mas os competidores que participam do Rally dos Sertões afirmam que a sensação só é boa quando se tem segurança. E não foi isso que aconteceu na segunda etapa da prova, realizada nesta quinta-feira, 25, entre os municípios de Santa Helena e Cidade de Goiás.

De acordo com o atual campeão das motos, Zé Hélio, mais complicado do que encarar um trecho super técnico foi se deparar com um trânsito intenso. “Foi duro. Estava muito perigoso porque o trânsito estava aberto. Peguei mais de 30 carros na contramão, quase morri. Estou até pensando em abandonar a prova”, disse o piloto logo após terminar o trecho de especial.

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O brasileiro não vai abandonar a competição, mas a declaração ainda no calor da chegada, serve de alerta para a organização da prova e para os moradores das regiões por onde passam os carros, motos, quadriciclos e caminhões que disputam o rali.

A regra geral é avisar todos os moradores da região sobre a realização da prova, pedindo que eles evitem trafegar no trajeto durante o horário de disputa. Alguns fiscais ficam no início e no final do trecho de especial, mas mesmo assim fica difícil controlar o acesso de moradores que se localizam no meio do trajeto.

Mesmo com os problemas encontrados no trajeto, Zé Hélio chegou em primeiro lugar, mas andou atrás até os 50 km finais da prova, como contou o piloto Tiago Fantozzi, o segundo a chegar. “Foi um trecho típico de rali, muito longo, rápido e bastante técnico. Estava liderando e nos 50 km finais atropelei uma galinha e machuquei minha perna. Acho que torci minha perna esquerda. Depois ainda levei um tombo e machuquei a direita”, disse Thiago.

Repetindo a ordem do dia anterior, o português Pedro Bianchi foi o terceiro. Ele foi outro atleta que reclamou do movimento de carros locais no trajeto. “Tinha muito gado e trânsito na pista. Tive que pilotar com muita atenção. Vim no meu ritmo e deixei os dois brigarem pela liderança lá na frente para não arriscar tomar um tombo e colocar toda a prova a perder”, relatou.

Na disputa dos carros, a dupla espanhola Carlos Sainz e Lucas Senra foi a primeira a chegar na Cidade de Goiás, seguida pelos companheiros da equipe Volkswagen, Nasser Al-Ttiya, do Catar, e Timo Gottschalk, da Alemanha. Já a dupla brasileira, que também corre com o modelo Touareg, quebrou o carro no quilômetro 179 da especial.

Roteiro – Nesta sexta-feira, 26, no terceiro dia de competição os pilotos seguem em direção à Minaçu, localizada no extremo norte de Goiás. Esta será a última cidade goiana em que o rali passará. Depois, a caravana segue para Palmas, no Tocantins.

A partir de agora os trechos começam a ficar maiores. Desta vez o deslocamento total será de 645 km, sendo 317 de especial (trecho cronometrado).

Nesta quinta, o total do dia foi de 469 km, mas com o trecho de especial maior, de 334 km. Para quem estava reclamando da quantidade de buracos encontrados na segunda etapa, é bom ir se preparando porque o terceiro dia não deve ser diferente.

No trecho entre a Cidade de Goiás e Minaçu o piso é precário, com muitas estradas sinuosas, pontes estreitas, áreas montanhosas com várias zonas de radar e até alguns trechos de trial. É estranho em uma prova de rali de velocidade ter radares, mas eles são usados por uma questão de segurança. São semelhantes aos usados nas cidades.

Geralmente são colocados nos trechos de prova que passam por zonas urbanas ou quando existem locais com péssimo estado de conservação ou perigosos.

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