ESPORTES
Rejuvenescido, Bahia mostra capacidade de reação

Por Daniel Dórea l A TARDE
Siga o A TARDE no Google
Na terça-feira da semana passada, com a reportagem intitulada “Bonamigo quer perfil de Ananias”, ATEC aplaudiu a decisão do técnico do Bahia de dar novo fôlego à equipe. Afastados por problemas físicos, o lateral Rubens Cardoso e o volante Elton comprovaram a teoria de que, no futebol, a transpiração é tão importante quanto a qualidade técnica.
Líderes da equipe, o goleiro Marcelo e o zagueiro Nen cansaram de dar entrevistas pedindo o comprometimento de todos e, com as mudanças promovidas por Paulo Bonamigo, o Bahia finalmente conseguiu mostrar o espírito de luta necessário para brigar contra o rebaixamento.
O descaso de Rubens na marcação pelo lado esquerdo e a sonolência de Elton no meio-campo foram substituídos pela correria e precisão nos cruzamentos de Alex Maranhão e pela vontade do prata-da-casa Marcone.
Assim, finalmente apareceram os resultados, depois de uma inédita série de sete derrotas e dois empates na história do Esquadrão, iniciada ainda sob o comando de Sérgio Guedes.
Com o time rejuvenescido, o tricolor sapecou 3 a 0 no América de Natal, em Pituaçu, deu trabalho na derrota por 2 a 1 para o Vasco, no Maracanã, e, na noite desta terça, fez 1 a 0 e quebrou o tabu de nunca ter vencido o Juventude em Caxias do Sul.
Foram cinco gols marcados nas três partidas e um fato representa bem a nova cara do time do Bahia: todos os gols foram anotados no segundo tempo. E apenas um dos dois sofridos aconteceu na etapa final.
Até o duelo com o Campinense, o tricolor, que tinha a pecha de morrer após o intervalo, havia levado 27 gols no tempo complementar: 56% do total.
Além de Alex Maranhão e Marcone, já citados, outros garotos também contribuíram para a evolução do Bahia. Na zaga, Menezes, de apenas 20 anos, tem velocidade suficiente para seguir os atacantes adversários. No meio-campo, Ananias, com a mesma idade, deu a dinâmica que o time precisava. A média de idade caiu de 27 para 24 anos.
Para comandar todos esses jovens, apenas dois jogadores com mais de 30 anos: o zagueiro Nen, 31, capitão desde o início do campeonato, e o volante Hernani, 33, que compensa a lentidão com a técnica. No jogo de terça, foi decisivo no passe genial para Alex Maranhão fazer o cruzamento para o gol de Jael.
Mas o maior destaque do Bahia na Série B veste a camisa 1. Marcelo, que fez mais uma bela atuação diante do Juventude, já fala em permanecer no Fazendão em 2010. “Só depende do Bahia, já mostrei que eu quero. Em dezembro posso assinar um pré-contrato porque meu contrato com o Corinthians acaba no meio do ano”, disse ele, que cogita até reduzir o salário.
É com a torcida - Como de costume, Marcelo voltou a convocar os tricolores para o jogos da sexta-feira, dia 6, contra o Fortaleza, e da terça, dia 10, diante do Vila Nova, em Pituaçu. “Temos duas decisões na nossa casa e agora é a vez da torcida fazer sua parte”, afirmou.
O presidente Marcelo Guimarães Filho promete antecipar a venda de ingressos, manter o preço único de R$ 10 e delira: “O torcedor precisa lotar Pituaçu. Gostaria que os ingressos se esgotassem e o recorde de 30.390 pagantes (Bahia 3x1 São Caetano, dia 29/8) fosse batido”.
Ainda sem receber o salário de setembro, os jogadores têm mostrado maior dedicação e afagaram o bolso no bicho, que totalizou R$ 5 mil para cada nas vitórias contra Campinense e Juventude. Empolgação demais para um time que venceu apenas dois dos últimos 12 jogos e corre sério risco de degola.
Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.
Participe também do nosso canal no WhatsApp.
Compartilhe essa notícia com seus amigos
Siga nossas redes



