ESPORTES
Renato Gaúcho devolve a ofensividade ao Esquadrão
Ultimamente, o Bahia não tem se dado bem com esquemas ofensivos. Na mais recente boa campanha na Série A, em 2001, quando o time conseguiu avançar às quartas de final, o mestre Evaristo de Macedo escalava quatro volantes no meio-campo: Ramalho, Ramos, Bebeto Campos e Preto.
No ano passado, mais uma vez o tricolor conseguiu melhores resultados quando priorizou a defesa. Alexandre Gallo iniciou a Série B e, com uma retaguarda segura, sofreu apenas sete gols em nove jogos. Depois do curto período com Paulo Comelli no comando, Sérgio Guedes assumiu e instituiu um esquema suicida, deixando apenas Leandro na proteção à zaga. Deu certo no começo, mas logo o time caiu na real e Guedes foi embora com o Esquadrão na zona de rebaixamento. Só a famigerada retranca do ex-volante Paulo Bonamigo conseguiu trazer a salvação.
Em 2010, o técnico Renato Gaúcho, conhecido pela ousadia, já definiu que o Bahia vai para cima dos adversários. E a primeira formação, que goleou a seleção de São Francisco do Conde, vice do Intermunicipal, por 4 a 0, é prova disso.
Dos onze escalados, apenas cinco se preocupam primeiro com a defesa: o goleiro Fernando, os zagueiros Nen e Tiago e os volantes Leandro e Bruno Silva. Os laterais Rafael e Ávine, que teoricamente pertenceriam ao setor de retaguarda, são quase tão ofensivos quanto os meias Abedi e Rogerinho.
E pode-se esperar um Bahia insinuante pelas alas, já que nenhum dos armadores têm característica de organizar pelo meio. Ambos gostam de cair pelas pontas e vão fazer parceria com os laterais de seus respectivos lados. Ou seja, trabalho dobrado para Leandro e Bruno Silva, que precisarão fazer a cobertura dos alas e conter a chegada dos meias adversários. Se os laterais marcam pouco, os armadores praticamente não aparecem para defender.
“Eu vou jogar bem à vontade”, definiu Rogerinho, elogiado pelo treinador e provável dono da camisa 10. Mas ele garante que não vai atuar completamente sem responsabilidades: “Sempre que estivermos sem a bola, terei que marcar”.
Apesar de ter a mesma função do canhoto Rogerinho, só que do lado direito, Abedi, munido de um pulmão invejável, deve dar um auxílio maior aos volantes. “Eu tenho mais o hábito de voltar pra ajudar”, afirmou.
O fôlego do carioca faz com que ele tenha talvez a função mais importante entre os dez jogadores de linha. No amistoso, fez o que pôde para combater no meio e chegar à frente. Deu os dois passes para os gols de Rodrigo Grahl. “Para um primeiro jogo, foi bom. Estávamos bem entrosados, parecia que nos conhecíamos há muito tempo. Mas ainda falta bastante, eu corro bem mais do que isso. Dei uma cansada no finalzinho”, admitiu.
Apesar de goleador, Grahl mostrou ter boa movimentação e fará o papel de segundo atacante. “Já fiz essa função em outros clubes, mas sempre apareço dentro da área para concluir”, explicou.
Por enquanto, o parceiro é o limitado Mário, mas, quando estiver pronto, Edilson deverá atuar como centroavante. E o Bahia ainda busca um camisa 9 para completar a linhagem ofensiva. A contratação de um organizador também é vista com bons olhos pelo técnico Renato Gaúcho.
Mais um - Nesta segunda-feira, 11, o Bahia anunciou mais um reforço, inicialmente para compor o elenco. Com passagens pelas seleções de base do Brasil, o zagueiro Átila, de 19 anos, do Corinthians, chega por empréstimo até o final do ano. Ele desembarcou nesta terça e começa a treinar nesta quarta, 12.
Na quinta, 13, às 16 horas, no Fazendão, o time entra em campo novamente para um jogo-treino. O adversário será o São Cristóvão, time amador que disputa campeonatos de bairro, e a entrada da torcida está liberada.
O empréstimo do zagueiro Rogério para o Oeste de Itápolis finalmente foi oficializado e o atacante Paulo Roberto pode ir para o Rio. Recebeu proposta do América de Bebeto e Romário.
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