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René arma formação defensiva contra o Flu

Daniel Dórea
Por Daniel Dórea
| Atualizada em

Os céticos diriam que finalmente o romântico treinador René Simões caiu na real. A equipe ultraofensiva que ele montou para tentar uma virada histórica contra o Vitória, no Barradão, pela semifinal do Estadual – e que quase deu certo – o fez tentar seguir a linha nas primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro.

Porém, vieram os fracassos em sequência e as convicções mudaram. Em quatro jogos, foram duas derrotas, dois empates e oito gols sofridos – média de dois por partida.

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Outro detalhe: o time foi vazado em todos os confrontos e tem a quarta pior defesa da competição. Ou seja, parece ser hora de se precaver mais, afinal, o emprego do professor pode estar em jogo.

“Trabalho muito em cima dos números e eles têm mostrado que é preciso reforçar o setor de marcação. Tomamos oito gols em quatro partidas e alguma coisa precisa ser feita. Temos de melhorar a nossa pegada”, admitiu o comandante.

Por enquanto, na nova formação da equipe, sobrou para o meia-atacante Lulinha, que, na última quarta-feira, 15, ainda recuperando-se de dores musculares, apenas deu voltas no gramado.

Em seu lugar, entra o volante Marcone, que não participou do último jogo por estar lesionado. Na prática, então, quem ganha a vaga é outro volante: Diones.

“Desde a primeira entrevista falei que ia buscar meu espaço. Agora, é dar sequência para manter o ritmo”, afirmou o ex-jogador do Bahia de Feira, que fará uma função mais parecida com a que executava na equipe do interior.

Mais Cautela: Contra o Flu, o Bahia terá sete jogadores de linha preocupados prioritariamente em marcar. Fahel ficará ainda mais recuado e os laterais baterão de frente com os alas do adversário. Em compensação, Marcone e Diones, com a bola, apoiarão o ataque

Em vermelho - Componentes do ferrolho
Em azul - Linha ofensiva

Imagem ilustrativa da imagem René arma formação defensiva contra o Flu
Foto: Reprodução / Arquivo A Tarde



Se diante do Galo ele fez uma dupla de pegadores com Fahel, desta vez terá um pouco mais de liberdade para ajudar Ricardinho na criação. Fahel será praticamente um terceiro zagueiro e os laterais baterão de frente com os alas do adversário. Assim, Marcone e Diones não ficarão sobrecarregados na cobertura.

Troca de pneus - A analogia é do treinador René Simões: “Estamos trocando os pneus com o carro andando”. Ou seja, a busca pela formação ideal tem atormentado a cabeça do técnico, que teme pela dificuldade de os atletas assimilarem tantas mudanças de nomes e posições.

Ricardinho pondera: “É difícil mudar no meio do campeonato, mas, independente disso, precisamos da primeira vitória”.

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