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Ricardo Silva faz mistério, mas dá pistas de possíveis mudanças

Faz tempo que o técnico Ricardo Silva não tinha tempo para promover um coletivo. Com um jogo atrás do outro, o Vitória foca apenas no trabalho tático e físico. Porém, se tratando de um clássico, o comandante arrumou um jeito de fazer a bola rolar e avaliar que formação entra em campo no Ba-Vi de domingo, 28, em Pituaçu.
Após o treino, Ricardo insistiu no mistério, mas não escondeu a saída de Neto Berola no ataque. No seu lugar, Adaílton entrou e até melhorou o ataque, mas nada de muito empolgante. O motivo é simples. Atualmente, não é preciso montar um quebra-cabeça para desmontar qualquer esquema tático do Vitória. Basta fazer uma coisa: deter Ramon Menezes.
Isolando a única peça produtiva nas armações das jogadas do meio-campo, o Leão fica cego em campo. Assim como a zaga rubro-negra, que sofre atrás com uma meiúca limitada, o ataque também se queixa.
No treino, apesar da mudança, o ataque continuou isolado e o Leão com dificuldade em produzir jogadas pelo centro. Entretanto, três mudanças no decorrer do coletivo salvou o meio vermelho e preto. Ricardo Silva sacou Bida e colocou Rafael Granja. No lugar de Adaílton, Arthur Maia deu mais velocidade no meio, enquanto Júnior ficava responsável no ataque na posição de Schwenck, que também saiu.
Após as trocas, finalmente o setor tão criticado produziu. Ramon ficou mais na frente com Júnior, enquanto Rafael mostrou serviço na sua posição de origem. Entretanto, o treinador prefere a cautela. “Realmente gostei das mudanças. Mas treino é treino e jogo é jogo. Posso colocar esta segunda formação ou a primeira. Neste momento, prefiro optar pelo silêncio”, esquivou Ricardo.
O técnico sabe apenas de uma coisa: todos querem jogar. “É uma pena escolher apenas 11 jogadores. Na nossa conversa, perguntei quem gostaria de jogar no Ba-Vi, mesmo sendo em outras posições. Todos quiseram participar do clássico. Acho que este é o verdadeiro incentivo e não a última derrota, já página virada para nós”, completou.
O grupo faz ainda um treino na manhã deste sábado, 27. Para diminuir a tensão pré-clássico, a turma deve promover o famoso rachão. “Relaxa muito. Mas levamos a sério até no rachão. Sou do time de Vanderson e até hoje comemoramos o gol que ele fez de cabeça, ou melhor, de rosto, no último jogo”, brincou o capitão Ramon Menezes.
Renato - Como previsto, o meia-atacante finalmente foi apresentado oficialmente e já treinou nesta sexta-feira, 26, mesmo na Toca. Porém, a notícia não é tão boa para quem aguardava o atleta entrar logo em campo. “Estava treinando fisicamente. Devo precisar de 10 a 15 dias para estar pronto”, revelou Renato. O jogador não estava sendo aproveitado e confessou estar fora do ritmo de jogo.
O passe de Renato pertence ao grupo MSI, que fez parceria com o Corinthians em 2005. “Não me firmei em algum clube, pois pertenço ao grupo MSI. Eles fazem contratos a curto prazo, o que acaba atrapalhando um pouco. Mas tem mais lado bom, pois tive estabilidade financeira”, confessou Renato, com contrato até dezembro deste ano.
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