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Robson Conceição em luta nos EUA

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"Quero o cinturão": Robson Conceição detalha planos para retomar o topo do boxe

Confira entrevista exclusiva de Robson Conceição ao A TARDE

Robson Conceição em luta nos EUA - Foto Steve Marcus/GETTY IMAGES AMÉRICA DO NORTE/Getty Images via AFP

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Luiz Teles
Por Luiz Teles

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Aos 37 anos, Robson Conceição segue sua carreira de boxeador como fazia em seus primeiros momentos no ringue: com obstinação, resiliência e confiança.

Detentor de um ouro olímpico e de um cinturão mundial dos super penas, perdido em novembro de 2024, o atleta baiano, que está em processo de possível mudança de categoria, mira conquistar o topo do mundo de novo e concedeu uma entrevista exclusiva ao A TARDE falando sobre seu amadurecimento e sede por recuperar o título mundial.

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Confira a entrevista completa

Você estava desde agosto de 2025 sem lutar. Voltou com uma vitória no último fim de semana, mas numa categoria diferente, entre os ‘Leves’ (até 61,2 kg) e não mais nos ‘Super Penas’ (59 kg), peso no qual foi campeão mundial. Olhando para frente, em busca de conquistar um novo cinturão, vai se manter no novo peso?

Foi um período importante para ajustar algumas coisas na carreira e voltar bem preparado. A vitória foi importante e me senti muito bem lutando nos leves. Hoje estou avaliando com a equipe qual é o melhor caminho, mas subir de categoria foi algo que me deixou confortável. O objetivo continua o mesmo, disputar títulos mundiais e voltar ao topo do boxe.

Qual o caminho para disputar novamente o topo ? Quais adversários você mira hoje?

No boxe profissional, o caminho sempre passa por enfrentar grandes nomes. Eu sempre estive entre os melhores da categoria e quero continuar enfrentando os melhores. Hoje, meu objetivo é buscar novamente uma oportunidade de disputar um título mundial. Nos leves, um nome que me interessa é o do campeão da IBF, Raymond Muratalla. E também sigo atento ao que acontece nos super penas, como a luta entre O’Shaquie Foster e Raymond Ford pelo título do WBC. São grandes desafios e estou pronto para enfrentar qualquer um deles.

Aos 37 anos, você não é ainda um veterano para o boxe, mas também não é mais ‘nenhum menino’. Como tem se enxergado nesse papel de referência, mas que ainda tem um caminho pela frente no esporte?

Eu me sinto muito bem fisicamente e mentalmente. Hoje tenho mais experiência e maturidade dentro e fora do ringue. Isso faz muita diferença. Sei que sou uma referência para muitos jovens que estão começando, principalmente na Bahia e no Brasil, e isso me motiva ainda mais. Ainda tenho muita fome de vitória e muita história para escrever no boxe.

Robson Conceição em luta nos EUA
Robson Conceição em luta nos EUA | Foto: Steve Marcus / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Por falar em referência, no mês que vem sua academia fará dois anos. Como conseguido conciliar a atenção à academia e ao ringue?

A academia é um projeto muito especial para mim. Ali não é só um lugar de treino, é um espaço de transformação através do esporte. Mesmo com a rotina de atleta, faço questão de estar presente sempre que posso. Tenho uma equipe muito boa que ajuda a manter tudo funcionando bem, e isso me permite continuar focado também nos ringues.

E como tem sido sua rotina de treinos? E em casa, como tem sido acompanhar o crescimento de Sophia, agora adolescente? Filha de quem é (Robson é casado com a ex-pugilista olímpica Érica Matos), ela já começou também no boxe?

A rotina continua muito intensa. Dois treinos por dia, trabalho técnico e físico, tudo muito bem planejado. Hoje, também tenho ainda mais cuidado com prevenção de lesões e recuperação do corpo. E em casa, é uma alegria acompanhar o crescimento de Sophia. Ela está entrando na adolescência e cada fase é uma descoberta. Ela já teve contato com o boxe, claro, porque está no sangue, mas o mais importante para mim e Érica é que ela seja feliz e escolha o próprio caminho.

Robson Conceição, do Brasil, comemora com sua equipe após derrotar O'Shaquie Foster em 2024
Robson Conceição, do Brasil, comemora com sua equipe após derrotar O'Shaquie Foster em 2024 | Foto: Sarah Stier / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Como primeiro medalhista de ouro do Brasil em Olimpíadas, você segue acompanhando o boxe olímpico? Como vê o grande número de baianos, de todas as idades, no masculino e no feminino, na seleção?

Acompanho sempre que posso. O boxe brasileiro cresceu muito nos últimos anos e a Bahia tem uma tradição muito forte no esporte. Fico muito feliz de ver tantos atletas baianos na seleção, tanto no masculino quanto no feminino. Isso mostra que o trabalho de base está sendo bem feito e que novos talentos continuam surgindo.

Seu ouro na Rio-2016 completa 10 anos em agosto. Agora, olhando para trás, como enxerga o impacto dele em sua vida e para o boxe brasileiro?

A medalha de ouro em 2016 mudou a minha vida. Não só a minha, mas também ajudou a dar mais visibilidade para o boxe no Brasil. Muitos jovens passaram a acreditar que era possível chegar longe no esporte. Dez anos depois, continuo muito orgulhoso daquela conquista, porque ela representa muito trabalho, muita superação e um sonho realizado.

Um ciclo-olímpico depois do seu ouro, outro baiano, Hebert Conceição, subiu também ao lugar mais alto do pódio, e depois também seguiu seus passos com a transição para o profissional. Tem acompanhado de perto a carreira dele? Teremos mais um outro campeão mundial baiano?

Acompanho, claro! Treinamos juntos praticamente todos os dias na Academia Champion, então vejo de perto a dedicação e o trabalho dele. O Hebert é um grande atleta, muito talentoso. A transição do olímpico para o profissional tem seus desafios, mas ele tem tudo para chegar muito longe. Eu acredito muito que a Bahia pode ter mais um campeão mundial em breve.

Deixe uma mensagem aos seus fãs e diga o que podemos esperar de Robson Conceição nos próximos anos...

Quero agradecer a todos que sempre torcem por mim e acompanham minha trajetória. O apoio de vocês faz muita diferença. Podem esperar um Robson muito motivado, buscando grandes lutas e novos títulos. Enquanto eu estiver no ringue, podem ter certeza de uma coisa, sempre vou lutar com o coração e representar bem o Brasil.

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