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Roger ainda é um herói que deixa torcida rubro-negra desconfiada

Moysés Suzart, do A TARDE
Por Moysés Suzart, do A TARDE

Entre trancos e barrancos, Roger continua como o principal goleador do Vitória na Série A. Para ser o artilheiro do time na temporada, ainda precisa de mais 13 gols para superar as 24 bolas na rede de Neto Baiano, que saiu no início do Campeonato Brasileiro.

Porém, esta corrida interna não interessa ao jogador, que tem outro propósito, além de ajudar o Vitória. “Estou na briga pela artilharia do Brasileiro e vou até o final. Preciso disso, pois ano que vem estou desempregado. Caso não renove com o Vitória, a artilharia pode render bons contratos”, assegurou.

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Mesmo com os 11 gols e artilharia da competição, ao lado de Val Baiano, do Barueri, além de Marcelinho Paraíba, do Coritiba, Roger ainda não ganhou a confiança da torcida, tampouco da maioria dos críticos de futebol na imprensa baiana. São dois motivos que deixam o atacante sem a moral merecida.

A primeira é o posicionamento no campo. O jogador é o campeão de impedimentos na competição. A bandeira do auxiliar foi levantada 32 vezes indicando que Roger está fora de jogo, ao longo dos 20 jogos. “Confesso que preciso realmente me ligar mais nisso. Mas minha preocupação é fazer gol. Esta ânsia prejudica e sei que poderia até ter feito mais gols se tivesse este cuidado”, confessou.

Outro problema que impediu Roger de ser o xodó da torcida é o número de gols perdidos. O atacante fez 11 no campeonato, mas perdeu 44 chances claras de bola na rede, obtendo uma média de duas jogadas ofensivas desperdiçadas, por jogo. “O atacante vive de gol. Se eu perco chances, é porque arrisco. Mas também faço outras funções, como assistências e marcação. Porém, o atacante só joga bem quando faz gol, pelo menos na cabeça de alguns”, se explicou Roger.

Entretanto, o artilheiro rubro-negro não liga para as críticas. “Eu ignoro torcedores que só prejudicam a equipe. Quanto às críticas da imprensa, só fico sabendo através de amigos. Não sou boleiro e nem escuto rádio, não vejo TV, nem leio jornal aqui. Só internet”, confessou.

Família - Além dos dois gols marcados na última rodada, o jogador está feliz com a evolução no tratamento da sua filha Giulia, de 3 anos. Ela está em tratamento na China para se recuperar de uma doença que a impede de enxergar. “Ela volta dia 16 deste mês e não vejo a hora de ver minha filha novamente. O tratamento está bem e confio que ela vai enxergar”, completou Roger.

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