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Sai o nome da situação

Nelson Barros Neto, do A Tarde
Por Nelson Barros Neto, do A Tarde

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Menos de 24 horas depois de torcedores anunciarem a realização de uma carreata, no próximo domingo, em apoio à candidatura do economista Reub Celestino, cerca de 20 conselheiros do clube lançaram o nome do deputado federal Marcelo Guimarães Filho, primogênito do antecessor de Petrônio Barradas, para a presidência do Esquadrão de Aço.

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A reunião aconteceu nesta segunda-feira, 17, à tarde, no escritório político de Guimarães, e oficializou a primeira aposta do grupo que controla o tricolor há 29 anos para a eleição do início de dezembro.

“É um apelo e você não pode dizer não. Você está contra a parede!”, discursou o advogado Wellington Cerqueira, um dos líderes do encontro convocado pelo colega Jackson Picanço, na última sexta-feira. “Não podemos entregar o Bahia a qualquer um, a pessoas que deixaram suas empresas do jeito que deixaram”, acrescentou Cerqueira, destacando que tomou a iniciativa após ler, na imprensa, o oposicionista Fernando Jorge Carneiro chegando a falar em “porrada”, se fosse preciso, para tirar a atual diretoria tricolor. “Votei nesse cidadão no pleito de 2005, quando ainda nem o conhecia, mas não podemos concordar com esse tipo de atitude”, finalizou.

Manifestações de apoio devidamente declaradas, ‘Marcelinho’ se disse “surpreso”, embora “já imaginasse que isso pudesse ocorrer”. “Essa idéia me fascina tanto quanto a qualquer um de vocês. Deve ser um dos momentos mais complicados da história do clube. Estou cansado de mentir para meu filho, de apenas quatro anos, que não é o Bahia que está tomando 5 a 0 na TV”, afirmou, dizendo que há um mês seu projeto era a reeleição do prefeito João Henrique e, mais recentemente, a manutenção da equipe na Série B. “Agora, a idéia me anima mais. O fundamental para o clube, hoje, é a união... e talvez eu tenha a capacidade aglutinadora ideal para tanto. Não vejo oposição no Bahia. São todos torcedores, e aceitaria sentar para conversar com qualquer um”.

Segundo o deputado, que antes de emitir a sua decisão, até o final da semana, pretende conversar com a família – o pai, por exemplo, é contra –, a busca pelo consenso, evitando-se o bate-chapa, é “muita pretensão”.

Além de prometer “sem dúvida alguma” a publicação do estatuto azul, vermelho e branco na internet, prestar as contas mensalmente e eleições diretas e democráticas – “não tenho medo de disputa: concorri em três e ganhei todas as três” –, discordou de que a sucessão esteja repetindo o segundo turno municipal em Salvador, com o PT do governador Jaques Wagner – e Reub Celestino – de um lado, e seu PMDB, do ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima, do outro. “Acho que isso não é bom. Não vejo porque politizar, não acrescenta em nada”.

Questionado se não temia pela carreira, tendo em vista a derrota do pai quando ainda era presidente, Guimarães minimizou: “Vou ter que pesar o assunto, mas não será o fator que me impedirá”. Por fim, retomou o discurso da mudança e garantiu que não pensa como aquele e o conselheiro Paulo Maracajá: “Eles têm mais de 60 anos. Eu tenho 32”.

Repercussão – Procurado, Maracajá se disse surpreso, que ATEC estava lhe trazendo uma “notícia boa” e fez questão de frisar: “Não vou participar do pleito como participei dos outros. Não vou tomar nenhuma posição de vanguarda. Analisarei os candidatos e depois votarei”. Mesmo elogiando o presidente da Ebal, “em momento algum”, afiançou, ele chegou a avalizar o nome de Reub Celestino.

Quanto a Reub, que ontem viajou ao Sudeste, onde ficará até a próxima sexta a negócios, este limitou-se a agradecer o suporte da torcida e a desejar “, nessas circunstâncias, boa sorte ao Esporte Clube Bahia”.

Também se mostrando surpreso, já que esteve com os Guimarães há algumas semanas e não sentiu que o filho iria se candidatar, o engenheiro Fernando Jorge desmentiu que tenha dado declarações tão duras. “Infelizmente, Marcelo é um sinal de continuísmo e o momento era de mudar. Mas me sento a qualquer hora com ele, sem problema”.

Enquanto Jorge Pires – uma das poucas vozes dissonantes no Conselho – bradou, o pecuarista Gilberto Bastos, citado nos bastidores como outro possível candidato, elogiou. “Mas, para isso, ele terá que assumir mesmo, sem delegar o cargo a terceiros, devido à sua residência em Brasília”.

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