Busca interna do iBahia
HOME > ESPORTES

ESPORTES

Schumacher deixa Monza com vitória e anuncia aposentadoria

AFP
Por AFP

"Era meu último Grande Prêmio da Itália", anunciou seu vencedor, Michael Schumacher (Ferrari) neste domingo em Monza, que dará por terminada sua bem sucedida carreira na Fórmula 1, conquiste ou não seu oitavo campeonato mundial.



O alemão, não só se impôs pela quinta vez no templo da velocidade, como se colocou a dois pontos do espanhol Fernando Alonso (Renault) a três provas do término do Campeonato Mundial de Fórmula 1 de 2006.



Apesar de ter mostrado na pista que não se entregaria facilmente, mesmo largando da décima posição, o espanhol foi obrigado a abandonar a prova a menos de dez voltas do fim em razão da quebra do motor de seu Renault, o que provocou uma explosão de alegria nas arquibancadas, completamente vermelhas, lotadas por 80.000 espectadores.



Este domingo era o dia de Schumacher. E o alemão efetivamente comungou com o público, presenteando-o com a vitória, levantando a taça e compartilhando abundantemente o champagne no pódio.



"Monza é veradeiramente incrível... Sempre foi grandioso, mas, dado as circunstâncias, desta vez minha emoção é verdadeiramente imensa", comemorou o mais bem sucedido piloto na história da Fórmula 1.



"O dia de hoje foi muito especial... Esta vitória, claro, mas também meu futuro... Aponsento-me no final do ano", disse um Schumacher sufocado pela emoção logo antes da entrevista coletiva.



Antes, no mesmo momento em que Schumacher cruzava a linha de chegada como vencedor pela 90ª vez de sua incrível carreira, a Ferrari tinha publicado um longo comunicado, que começava com uma frase tão lapidária como carregada de sentido para o automobilismo esportivo.



"Michael Schumacher deixará o automobilismo no fim do Campeonato Mundial de 2006". Assim se disse a missa. Mas, mesmo se o anúncio era esperado, o impacto foi duro. E a oficialização da contratação de Kimi Raikkonen para a próxima temporada, ao lado de Felipe Massa, devia dourar a pílula.



"Ele sempre disse que tomaria só sua decisão de se aposentar, mas agora que foi tomada, me sinto triste", declarou o presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo.



Segundo algumas fontes, Montezemolo teria dado um empurrão na decisão de Schumacher, argumentando que para garantir o futuro da equipe, era necessária a chegada de Raikkonen em 2007. E o alemão poderia escolher aceitar, finalmente, um companherio de seu calibre, ou sair...



O presidente da Ferrari prometeu de todas as maneiras que "a colaboração entre Schumacher e Maranello (a sede da escuderia) continuará, mas de outra forma".



Montezemolo não quis dar mais detalhes, enquanto que o interessado quer, em primeiro lugar, dedicar tempo à família. "Estou feliz de continuar com a Ferrari no futuro", disse o alemão.



Seu chefe e mentor na Ferrari, o diretor-geral Jean Todt, prestou homenagem ao talento do piloto. "Michael escreveu um capítulo único na história da Fórmula 1 e na Ferrari em particular. O que ele conseguiu supera de longe os simples resultados obtidos", afirmou Todt.



Para ele, Schumacher é "um homem excepcional, que se tornou uma lenda do esporte automobilístico, mas também um grande amigo, com o qual vivi momentos inesquecíveis".



"Ter tido a oportunidade de trabalhar ao seu lado foi, e continuará sendo, um privilégio", concluiu o francês, indissociável do triunfo da Ferrari na era Schumacher.



Por sua vez, Räikkönen se mostrou "feliz" em unir-se à Scuderia. "De todas as maneiras, quero terminar esta temporada da melhor forma possível", acrescentou, admitindo uma certa frustração com o segundo lugar neste domingo.



Após largar na "pole position", o finlandês esperava uma vitória, mas a equipe italiana se mostrou mas eficiente no momento do primeiro pit-stop, permitindo ao alemão instalar-se definitivamente na liderança.



"Não éramos suficientemente rápidos para lutar com a Ferrari", comentou o finlandês.



A McLaren-Mercedes perde um grande piloto, que compensará com a chegada do campeão mundial de 2005, o espanhol Fernando Alonso. Mas a equipe não deixou de elogiar o finlandês.



"Fiquei encantado de trabalhar com Kimi durante cinco temporadas e, como equipe, alcançamos muitos triunfos", comentou o patrão da escuderia inglesa, Ron Dennis.



"É um piloto único e cada de nós, na McLaren-Mercedes, lhe desejamos o melhor para o futuro", finalizou.



Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia. Compartilhar no Whatsapp Clique aqui

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

Relacionadas

Mais lidas