ESPORTES
Se depender do argentino Nanía, camisa 10 do Vitória será bem tratada
Diplomático, mas com cara de pidão. Esta foi a reação do argentino Lucas Nanía quando perguntado se chegou no Vitória para vestir a camisa 10.
Nos países em que jogou, a opção dele sempre foi a camisa destinada ao cérebro do time. "Gosto da 10. É um número que sempre optei, mas o importante é fazer parte da equipe e não vou me importar em vestir outra", disse o gringo, mas com a cara de pidão.
Porém, o "hermano" admite que seu jeito de jogar é o mesmo para quem adota o número eternizado por Pelé. "Jogo solto, organizando jogadas e partindo para frente. Não gosto de recuar. Realmente é para quem veste a 10. Se for para ter ela, vou tratar bem. Mas não importa... Jogo com qualquer uma", reforçou.
Pelo namoro com a 10, e sendo do argentino, o ídolo de Lucas só poderia ser Maradona, certo? Errado! O jogador preferido de Lucas veste a camisa 9. "Meu ídolo é Ronaldo e quero jogar contra ele este ano. Será uma honra!". Foi difícil, mas fomos obrigados a dizer para Nanía que este ano o Vitória não enfrenta o Corinthians. "Como não? Que pena... Nem na Copa do Brasil?", indagou. Segunda divisão realmente tem muitas desvantagens...
Colegas - O ano de Lucas também não terminou bem no Everton, do Chile. Assim como aconteceu com o Leão, o time dele acabou rebaixado e Nanía admitiu que houve muitos fatos que culminaram na queda. "Cheguei no clube na metade da competição. A equipe estava com problemas internos que não cabe falar mais aqui. O que importa para mim agora são os novos colegas, que infelizmente ainda não conheci. Mas nesta terça finalmente vou me integrar ao time", explicou o argentino.
Segundo Lucas, a parte física está boa, pois já estava treinando por conta própria na Argentina. Porém, vai precisar de ritmo de jogo, e principalmente, entrosamento com o time. "Quero muito jogar, não posso ver uma bola que dá vontade de entrar em campo. Mas é preciso paciência. Creio que em 15 dias. Não quero entrar sem estar em condição", ponderou o gringo.
No Brasil, Lucas tem um amigo que mora em Minas. "Sou amigo do Montillo, Fomos formados juntos, no mesmo time [San Lorenzo]. Ainda não consegui falar com ele que estou no Brasil. Da última vez, ele me falou que jogar no Brasil é muito bom e agora vou ter o privilégio de experimentar", finalizou.
Quatro perguntas para o hermano Lucas Nanía:
Gostando do calor baiano?
Nunca vi tanto calor na vida. Mas está suportável e vou me acostumar.
E do calor da torcida rubro-negra?
Gostei muito do samba da torcida no jogo. Deu até vontade de dançar. É importante o calor da torcida. Gosto muito de jogar quando o estádio está cheio. Me empolguei e deu vontade até de entrar em campo. Pena que não vencemos, mas é natural no começo do ano.
Já conhece a Bahia? O outro gringo Viáfara chegou e não quer mais sair...
Cheguei, mas ainda não tive a oportunidade. Mas me disseram que é tudo lindo, tanto o lugar quanto as pessoas [risos]. Me disseram também do carnaval, mas a festa vou fazer no campo, com a camisa do Vitória.
Vai trazer a família?
Não sou casado, mas tenho noiva. Primeiro vou encontrar uma casa. Depois ela vem, e minha família pode me visitar.
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