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STJD julga invasão da Fonte Nova nesta terça

Tiago Ferreira Bittencourt, da Agência A Tarde
Por Tiago Ferreira Bittencourt, da Agência A Tarde

O segundo dos quatro processos que serão julgados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) a partir das 17h desta terça-feira, 7, move atenção especial aos torcedores e dirigentes do Bahia. Em pauta, o desastroso jogo contra o Ipatinga, ocorrido em 28/10 na Fonte Nova. Na ocasião, torcedores revoltados com os constantes insucessos do time invadiram o gramado para protestar. Resultado: Seis ambulâncias da Samu em campo e cerca de quarenta pessoas feridas.



A Fonte Nova foi interditada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Rubens Approbato, que deferiu liminar do procurador da 4ª Comissão Disciplinar do órgão, Alessandro Kishino. Pior, o Tricolor foi indiciado nos artigos 211 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O primeiro aborda a manutenção da infraestrutura e segurança da praça esportiva. A falta destes itens básicos pode acarretar multa de R$1 mil a R$10 mil mais interdição do local. No segundo (indiciado no inciso primeiro), "deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens", a punição vai de R$10 mil a R$200 mil mais perda de mando de campo em até dez jogos.



Em suma, se o advogado tricolor Marcos Donicci não conseguir convencer o auditor relator Fabricio Dazzi com as imagens, reportagens e gravações de entrevistas do árbitro Antônio Hora Filho, o Esquadrão de Aço terá sérios problemas financeiros, além dos que já tem. A assessoria de imprensa do clube divulgou uma nota no dia 3 alertando para os prejuízos causados pela ação. Além de ter de se deslocar para Feira de Santana, para realizar seus jogos no Estádio Jóia da Princesa, o que já gera despesas, a iminência de atuar com portões fechados criou um clima de desespero quanto aos cofres tricolores.



Outro processo contra o Tricolor deverá ser julgado, mas ainda sem data definida. No BAVI deste domingo, 5, aos 32 minutos do segundo tempo, quando o Vitória vencia por 1 a 0, torcedores do Bahia atiraram garrafas de água em direção ao meia Preto, do time rubro-negro, mas que já esteve do outro lado. O jogador não foi atingido, mas o juiz Evandro Rogério Roman recolheu os objetos e relatou o fato na súmula da partida. O que pode salvar o clube é que Roman colocou que "os arremessadores foram detidos pela Polícia Militar e retirados para fora do estádio".



Rubro-Negro De relevância menor do que o caso do co-irmão, o Vitória também terá julgamento no STJD nesta terça-feira. O meia Jorge Henrique foi incurso no artigo 254, "praticar jogada violenta", pela expulsão na derrota por 2 a 1 para o Ipatinga, em 25 de outubro, no Estádio Ipatingão. Se condenado, ele poderá ficar de duas a seis partidas. Como já cumpriu a suspensão automática, será reduzida uma partida da sua pena. O problema é que o atleta é reincidente. Ele foi expulso na derrota por 3 a 2 para o Ferroviário, no Barradão, em 20 de agosto, pela terceira rodada da segunda fase da Série C.

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