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Comprador tem até 6 meses para começar a pagar imóvel

A Caixa anunciou novas medidas de incentivo para o setor da construção em um evento na última quinta

Fábio Bittencourt
Por Fábio Bittencourt

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Caixa abriu linha para financiar compra e construção
Caixa abriu linha para financiar compra e construção -

Seis meses para começar a pagar; abertura de linha para financiamento de compra e construção de imóveis por empresas, com taxas a partir de 3% ao ano + TR; agilidade na liberação dos recursos (através da redução pela metade da documentação exigida); expansão do apoio à produção para pessoa jurídica, com foco em operações de habitação popular.

Essas são algumas das medidas de incentivo à construção anunciadas pelo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, quinta-feira à tarde, com o objetivo de dinamizar o setor. Guimarães participou de reunião virtual com o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, onde também apresentou resultados do banco. Quem também participou da reunião foi o presidente do Sinduscon-BA, Alexandre Landim.

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No início da semana, o governo federal já havia divulgado o lançamento do Construa Brasil, projeto que visa desburocratizar e impulsionar o segmento, por meio da disseminação de boas práticas. De acordo com José Carlos Martins, dentre taxas cartorárias e licenças, 12% do preço final de um imóvel novo são para arcar com os custos “excessivos” da burocracia no país.

A fala do presidente da CBIC se deu durante encontro com jornalistas, na última quarta-feira, em Salvador. Na ocasião, ele participou de evento em comemoração aos 70 anos do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado da Bahia (Sinduscon), onde apresentou dados detalhados da região e falou da importância da atividade para a Bahia e o Nordeste.

Segundo Martins, o Construa Brasil foi concebido em parceria com o CBIC e visa melhorar o ambiente de negócio do setor da construção, “retirando barreiras atuais e incentivando as empresas à modernização”.

Foram estabelecidas metas relacionadas à convergência dos códigos de obras e edificações; melhoria do processo de concessão de alvará para construção; difusão do Building Information Modeling (BIM) e desdobramentos da Estratégia BIM BR; bem como o incentivo à coordenação modular (compatibilização de medidas) e à construção industrializada.

“É possível fazer melhor, disseminar inovação. A tecnologia, o BIM e a desburocratização são essenciais para que o setor da construção possa transformar a economia mais competitiva. É muito importante que estejamos mais eficientes a cada dia para que possamos, por meio da infraestrutura e do investimento, tornar uma economia mais pujante”, disse Martins.

Expansão do mercado

Durante a reunião de quinta-feira, 28, o presidente da Caixa também transmitiu alguns números dando conta do crescimento na participação de mercado pela instituição. No primeiro trimestre de 2022, contratações com recursos da poupança (SBPE) somadas às do Programa Casa Verde e Amarela (PCVA), com recursos do FGTS, somaram R$ 34,4 bilhões.

Aumento de 18% em relação ao mesmo período de 2021, e 92% se comparado ao primeiro trimestre de 2018. De janeiro a março deste ano, o banco financiou a compra de 136,5 mil unidades habitacionais, e a construção de 1,02 milhão de novas moradias.

Somente os contratos com recursos da poupança (SBPE), no primeiro trimestre de 2022, totalizaram R$ 21,4 bilhões. Crescimento de 31,2% em relação ao primeiro trimestre de 2021, e de 817,3%, se comparado com o mesmo período em 2018. A instituição detém a hegemonia na área da habitação popular (PCVA), com 99% dos financiamentos.

Pedro Guimarães destacou outros avanços do banco, como expansão das carteiras do agronegócio e microcrédito produtivo, mas disse que a “operação imobiliária continuará sendo sempre o coração da Caixa”.

“Nós nunca estivemos tão fortes. Desde 2019, houve um incremento muito grande do mercado Casa Verde e Amarela. Hoje, basicamente, o único banco que empresta para as classes mais baixa é a Caixa, média de 98,2% dos recursos. Em 2015, a Caixa emprestava na casa de 80%”, falou Guimarães.

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Tags:

Imobiliario, mercado, caixa

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