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Fausto Franco: "A gente não pode olhar a Bahia somente como Salvador, é um estado muito plural"
Fausto Franco, Secretário de Turismo da Bahia, foi empresário e produtor do Chiclete com Banana
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Antes de assumir a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur), no início do mês, a convite do governador Rui Costa em sua reforma administrativa, Fausto Franco, 41, foi empresário e produtor da banda Chiclete com Banana por 16 anos, fez negócios no universo dos esportes e viajou pelo Brasil e o mundo. Conta que, nos diferentes lugares, falava da Bahia para as pessoas que encontrava. Sempre teve uma certeza, baseada em tantos anos de experiência no ramo do entretenimento: “Todo mundo se encanta com esta terra. Essa mistura, esse dendê que a gente tem, esse axé, faz com que, de fato, as pessoas saiam daqui apaixonadas. Tinha aquela placa ‘sorria, você está na Bahia’, mas isso não precisa nem estar na placa”. Em sua gestão, pretende levar para frente o projeto do centro de convenções – ainda sem local definido, mas com a perspectiva de localização na Cidade Baixa – e aproximar a pasta, a partir do diálogo, das secretarias de Cultura, Planejamento, Comunicação e Segurança Pública. “Ninguém faz nada sozinho, o turismo passa por todas as esferas”, diz. Além disso, tem como objetivo construir políticas públicas para um “turismo descentralizado”, tanto em termos territoriais, levando em conta a dimensão do estado, “do tamanho da França”, como temporais, buscando fortalecer o setor para além dos três meses de verão. Em entrevista, no seu gabinete, falou do “momento muito interessante” do turismo baiano, principalmente após a exibição da novela Segundo Sol, na Rede Globo, no ano passado, cuja trama acontecia na Bahia; dos desafios da área; da relação com o mercado; das transformações do Carnaval, além do trabalho no Chiclete com Banana.
Como o senhor avalia o turismo na Bahia hoje?
Acho que estamos passando por um momento muito interessante, várias coisas estão fazendo com que a Bahia esteja despontando de forma grandiosa no cenário nacional. Esse verão longo ajuda o setor turístico porque as pessoas conseguem fracionar as suas férias entre janeiro e fevereiro. A gente também teve a novela Segundo Sol, que propagou muito bem o estado. Foi quase um ano na mídia nacional. O nosso grande desafio agora é pegar esse bom momento e não deixar essa chama morrer depois do Carnaval. O mais difícil a gente tem, que são tantas belezas naturais, esse patrimônio histórico. Tudo começou aqui na Bahia. A gente tem quase 300 dias de ano de sol, a maior baía navegável do mundo, que é a Baía de Todos-os- -Santos, temos a Baía de Camamu, as praias da região do baixo-sul e sul do estado, a região da Chapada Diamantina, o turismo religioso.
Qual será a sua linha de trabalho na Secretaria Estadual de Turismo (Setur)?
Dialogar bastante com as outras secretarias, trazer mais para perto a Bahiatursa. Tenho a ideia de, se possível, juntar com a Secretaria de Cultura; digo, fisicamente. Eles estão no Palácio do Rio Branco, mas vão precisar sair de lá. E a gente está vendo como essa união pode ser de fato um casamento real e não pactual. Ninguém faz nada sozinho, o turismo passa por todas as esferas. Planejamento envolve turismo, comunicação envolve turismo, segurança pública envolve turismo, a cultura envolve turismo. Entendo que o turismo tem que andar muito próximo da cultura. A gente tem essa riqueza de artistas, de música. Isso vem desde Dorival Caymmi, um dos maiores expoentes da nossa terra. O que vou buscar é uma união, não só aqui na secretaria, mas com as outras secretarias, para que a gente fale a mesma língua e se comunique da melhor forma.
O que já tem colocado em prática com esse objetivo de aproximação?
Estamos conversando em relação à comunicação, de ter a mesma comunicação no turismo, na Secretaria de Cultura (Secult) e na Secretaria de Comunicação (Secom), evidentemente. A nossa ideia é fazer despachos em conjunto, não só despachos internos, como também despachos externos. Quando a gente for fazer um pleito, com o próprio governador ou à iniciativa privada, acredito que juntos somos mais fortes. Então, estamos desenhando várias ações para depois do Carnaval. Até porque a Secretaria de Cultura está muito voltada para a operação do Carnaval. A gente priorizou focar no Carnaval neste momento e depois fazer uma agenda construtiva a quatro mãos. Mas posso assegurar que essa união vai existir de fato.
Quais são as principais políticas públicas que pretende realizar na Setur?
O diálogo com os municípios, para ter uma melhor estrutura, principalmente de mão de obra. E ações com grandes organizações de classe, como Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e Fecomércio. Não adianta ter um hotel maravilhoso se você não tem a mão de obra boa. E essa mão de obra precisa ser privilegiada para os moradores locais. Se você vai lançar um hotel em Mucugê, vamos buscar capacitar os moradores de lá. Isso funciona, mas é um treinamento que demora um tempo. Entendo que é um turismo transformador.
Atualmente, a Bahia não tem um centro de convenções. Após o fechamento definitivo do antigo, falou-se, inicialmente, que o novo seria no Comércio, depois mudou para o Parque de Exposições. Já há alguma definição em relação a isso?
Conversei algumas vezes com o governador Rui Costa sobre o centro de convenções e ele entende a prioridade. Mas, como é uma obra complexa, que envolve, na nossa ideia, fazer parceria público-privada e ter recursos de fora, estamos acabando de fazer esse levantamento para anunciar. Mas o que posso assegurar é que, em breve, o governador estará anunciando onde será o centro de convenções. Vai acontecer neste governo, é uma prioridade.
Hoje a Bahia tem 150 municípios turísticos, e a nossa ideia é que chegue a 200. É um dos critérios que o Ministério do Turismo impõe.
Vislumbram uma outra área?
O Parque de Exposições é uma ideia, mas estamos trabalhando para que, de fato, seja do lado da Cidade Baixa. O governador anunciou a obra do VLT, que vai do Porto à Ilha de São João. Estamos investindo muito na região da Cidade Baixa. A gente entende que a cidade acabou crescendo para o lado do Atlântico e a gente foi meio que esquecendo o lado da Baía de Todos-os-Santos, que é uma região que não tem salitre, belíssima. Eu, particularmente, considero a parte mais nobre da cidade. Junto com esse projeto de revitalização do Centro Histórico, de enaltecer a Cidade Baixa, o projeto do Prodetur (Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo) é basicamente fomentar turismo, renda e emprego para a Baía de Todos-os-Santos. Seria um contrassenso a gente não lutar para estar na Cidade Baixa. Então, estamos ainda conversando para ver qual seria a melhor alternativa, pois a gente sabe que o centro de convenções sozinho não vai funcionar. Ele tem que funcionar com uma cadeia de entretenimento, hotéis, restaurantes, com vida independente dos eventos. Os eventos são muito importantes, quanto maiores forem, mais gente você vai poder trazer. Mas quando não tiver evento, isso também tem que ter vida. Não é uma decisão tão fácil de tomar e a gente entende a angústia da necessidade de ter.
Durante o verão (e neste, especialmente), o turismo na Bahia cresce muito, não só em Salvador; mas, em outras épocas do ano, ocorre uma baixa no movimento, diminui o número de voos, a ocupação dos hotéis e a contratação de profissionais. Como tornar essa área mais robusta e perene durante todo o ano?
O centro de convenções é um grande alimentador disso, porque as maiores feiras acontecem no período de baixa estação. Mas a gente está captando muitos eventos que não dependem desse espaço para a Bahia. Estamos negociando três grandes regatas internacionais. Vamos ter a Copa América no começo de junho, que ainda é baixa estação, e vai ter jogo do Brasil aqui. E criar eventos que entrem na agenda tanto dos baianos como dos turistas, justamente nesse período. O papel do governo é viabilizar para que a iniciativa privada faça. Nós temos a maior baía navegável, e a grande queixa das pessoas é que tem poucos lugares para ir, poucas marinas, lugares para parar o seu barco, com energia, restaurantes, hotéis. A nossa função para a sociedade é fomentar para que a iniciativa privada faça.
Apesar do crescimento da ocupação dos hotéis do ano passado para cá, também houve demissões no setor de turismo, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). No primeiro semestre do ano passado, mais de três mil pessoas foram demitidas – o que deu à Bahia o primeiro lugar em demissões na área entre os estados nordestinos. De que maneira pretende trabalhar para a recuperação dessa perda?
Como falei, o turismo trabalha na relação com todas as secretarias. O nosso objetivo é viabilizar para que se empreenda. Quando você faz um projeto na Baía de Todos-os-Santos de 18 novos pontos de embarque e desembarque de marinas ou de atracadouros – alguns não utilizados e outros que sequer existiam –, se você não fomentar políticas públicas para que dê condição para instruir aqueles moradores para que consigam fazer uma entrega de serviços de restaurante, de garçom, pousada, de atendimento, não resolve. É um gasto de energia à toa. O nosso objetivo é atuar junto com esses municípios que fazem parte do Prodetur, fazendo um trabalho com as secretarias locais de fomentação. É necessário fazer capacitação para o bem público não se tornar ocioso.
A Bahia é um estado grande, com diferentes realidades e expressões culturais. Como desenvolver o turismo sem concentrar as atenções das políticas públicas em uma ou poucas regiões?
A gente não pode olhar a Bahia somente como Salvador. É um estado muito plural. Evidentemente que Salvador é a capital, a cidade de maior expressão, mas você tem um polo absurdo, principalmente no sul, extremo sul, na região de Porto Seguro, do Prado, mais para cima em Ilhéus, Barra Grande, Itacaré. E a Chapada Diamantina... Estamos muito felizes com a receptividade das pessoas com a Chapada e trabalhando para viabilizar hotéis e mais voos.
De fato, o turismo tem aumentado bastante na região da Chapada...
Tem crescido absurdamente o turismo de aventura, ecológico. Isso é uma coisa mundial e a gente não pode ficar fora. Cabe agora fomentar isso e fazer com que as pessoas, não só os turistas, mas também os baianos, conheçam. Tem tanto baiano que não conhece o próprio estado. A Bahia tem dimensões de país, é do tamanho da França, tem o maior litoral do Brasil. A ideia é fazer uma política de “conheça o seu vizinho”. É algo que vamos trabalhar muito, porque é possível se deslocar no final de semana, no feriado, e não só na alta estação. É um trabalho de planejamento que, num segundo momento, reverbera muito.
Durante muito tempo, a imagem da Bahia para dentro e para fora foi construída por instituições relacionadas ao turismo a partir das praias, do entretenimento, do Carnaval e do axé music. A ideia de “terra da alegria”. Ainda considera esse conjunto o maior potencial do turismo do estado?
Ainda é absurdo, porque aqui você tem uma infinidade de artistas. Jorge Amado tão bem descreveu a Bahia em livros... E aí você tem pessoas que abraçaram a Bahia e levaram ela para o mundo, como Pierre Verger, Carybé... É muito fácil vender a Bahia, porque todo mundo se encanta com esta terra. A Bahia consegue atender e receber de A a Z, sem distinção. Essa mistura, esse dendê, esse axé, faz com que as pessoas saiam daqui apaixonadas. Tinha aquela placa “sorria, você está na Bahia”, mas isso não precisa nem estar na placa.
Mas existe também um turismo mais segmentado, ou que busca conhecer o estado mais profundamente, além dessa característica festeira...
Isso é a pluralidade. A Bahia não é somente música, é também música. A Bahia é entretenimento, mas não é somente entretenimento. A gente tem um sítio histórico aqui absurdo, foi a primeira capital do Brasil, temos a maior quantidade de igrejas, museus belíssimos, um turismo religioso no qual pretendemos focar, as baías. A Baía de Camamu muito pouco explorada, a produção de vinhos maravilhosos em Juazeiro, a região do Cânion do Rio São Francisco. Ou seja, em todos os braços do estado tem turismo. Temos carências, claro, e precisamos tratar isso, juntos, inclusive, com os municípios. Hoje a Bahia tem 150 municípios turísticos, e a nossa ideia é que chegue a 200. É um dos critérios que o Ministério do Turismo impõe. Mas quase metade do estado é de cidades turísticas. Então, não é somente música e entretenimento. Tem muita coisa para ver.
O senhor passou pela indústria da música, onde trabalhou durante 16 anos, depois pela área de esportes e assumiu a Setur no início do mês. O que leva dessas outras experiências, do mercado, para a gestão pública?
Todos os amigos que estão no público há mais tempo dizem: “Cara, o que você vai estranhar muito no público é que no privado você resolve as coisas diretamente e no público tem modus operandi diferente”. Isso por conta dos processos, dos meios. Às vezes, dá uma certa angústia de querer resolver aquele assunto e não poder, porque tem que passar por processos. Mas, ao mesmo tempo, o que me leva a estar aqui é que amo meu estado, viajei por muitos lugares do mundo e, quanto mais viajava, mais queria estar na Bahia. Então, poder servir ao meu estado é uma honra que não tem preço. E me sinto muito confortável nessa missão porque sempre fui um vendedor nato da Bahia. Desde sempre vendi a Bahia e trouxe gente do mundo inteiro para conhecer o estado. Era, com muita humildade, evidentemente, um embaixador do estado no Brasil e no mundo. E queria pegar esse axé que o estado está vivendo e não deixar a chama apagar.
E os blocos começaram a diminuir. E voltaram os trios-pipoca, que tinha nas décadas de 1970 e 1980.
Em certas ocasiões, o mercado e o Estado podem ter interesses diferentes. Você entra no governo após ter diversas experiências no mercado. Como mediar essa relação?
Dialogando. Ninguém agrada todo mundo. Não conheço ninguém que seja unanimidade. E a unanimidade é burra. Estou nas primeiras semanas aqui, conhecendo a parte interna da secretaria, o backstage, e já tendo reuniões externas também. Para mim, o turismo não é só comprar passagem, o hotel, alugar carro. Isso é turismo, mas o turismo passa por tudo. É uma pasta que consegue navegar em qualquer momento e sob qualquer situação. E sempre fui essa pessoa de rua, de movimento, relacionamento, de diálogo e tento sempre me colocar no lugar do outro para entender as demandas. E, dentro do possível, diminuir os atritos.
Como foram os primeiros dias como gestor?
Intensos, corridos, muita informação, números, leis, atos. E também muito calor humano, receptividade e boas energias, que são sempre estimulantes. Estou chegando aqui às 7 horas da manhã, saindo 9 da noite e não percebo que são 9 da noite. Quando vejo, o dia acabou e eu ainda quero mais.
A experiência com o Chiclete com Banana deve ter ajudado nesse aspecto...
É, não tinha hora para nada. Então, não é um bicho de sete cabeças como pode ser para outras pessoas (risos).
Como era o seu cotidiano como empresário e produtor da banda?
Era uma agenda muito grande. Trabalhei no melhor momento da música baiana no Brasil, com uma das maiores bandas, eram 120 shows por ano. No Carnaval, tocava-se todos os dias, e eu também fazia todo o planejamento, relação com patrocinadores, com a imprensa, os órgãos públicos. O bloco saía duas da tarde, mas às 8 da manhã já estava em reunião. Literalmente, não dormia.
Poucas indústrias viveram algo dessa dimensão...
Sem dúvida. E vivi muita coisa boa. Trabalhar com a emoção das pessoas é maravilhoso. Senhoras de 80, 90 anos chorando com placa, e a criancinha também, vibrando. Tantos casais que se conheceram ao som das músicas. Gerações foram passando ali, e isso é muito estimulante para qualquer pessoa.
Quais são os desafios do setor do turismo hoje?
Ter uma agenda perene para que a gente não tenha apenas três meses de alta estação, como falei, fazendo eventos que não só dependam do centro de convenções. O mais difícil a gente tem, que foi a generosidade de Deus com as nossas belezas. E fazer um turismo descentralizado e em comum acordo com as prefeituras e com as demais secretarias. É somar para multiplicar.
O cenário musical da Bahia atualmente está mais diversificado, pulverizado, e a indústria em torno do axé music perdeu força de público e econômica. Quais são as mudanças que você enxerga do período em que atuava nesse mercado para cá?
Preciso voltar um pouco mais no tempo. Quem determina isso não sou eu, nem você. É o povo. Na década de 1960, 1970, só tinha blocos de rua e clubes. E as pessoas começaram a ir para os clubes, porque tinha horário para acabar, era mais seguro. E não existia o circuito da Barra, só o do Centro. Aí um belo dia resolveram ir para a Barra. Pensaram que a Barra é mais legal, tem mar, tem brisa, a imagem é melhor. E Daniela, sempre visionária, trouxe o Crocodilo para a Barra. Mas foi de forma orgânica e natural. Ninguém acordou e pensou “vou para a Barra porque lá é mais legal”. Quando você viu estava na Barra e se criou o Circuito Dodô. As televisões vieram, acharam melhor o Farol da Barra do que só o Campo Grande sem belezas naturais por trás. E as pessoas foram para os blocos e aconteceram. Aí colocaram um camarote pequeno, aí veio open bar, e quando acaba o bloco não tem mais atração. Aí pensaram: “Coloca um bloco aqui”. Ninguém chegou de manhã e disse, a partir de hoje, é camarote, com grandes estruturas. E os blocos começaram a diminuir. E voltaram os trios-pipoca, que tinha nas décadas de 1970 e 1980. O que quero dizer é que é cíclico, quem manda nisso é o povo. Pode ser que amanhã volte ao clube, mas de forma natural. Essas oscilações acontecem desde sempre. O Carnaval passa por transformações, mas jamais vai acabar. A música baiana vende alegria.
O ciclo atual é de um foco na rua e uma posição política também de tirar as cordas...
A quarta-feira de Carnaval, com bandas de sopro e percussão, atrai muitas pessoas. Há quem ache o dia mais legal. Mas não foi um decreto que disse que seria assim, foi naturalmente. Cabe a nós, como integrantes da sociedade, entender esses movimentos e tirar proveito deles. Acho maravilhoso o bloco, mas também a banda de sopro e percussão. Cabe todo mundo, como cabe ter outros gêneros musicais no Carnaval da Bahia. Somos uma terra absolutamente plural e diversa, altamente acolhedora para todos os movimentos.
Então, acha que essas são as razões da chamada crise do axé music?
Sim, claro.
O que pretende fazer na secretaria para o fortalecimento do Carnaval?
O Carnaval é uma grande vitrine. E a união com a Secretaria de Cultura e a Bahiatursa, que são, digamos assim, as protagonistas da operação Carnaval, junto com a Secretaria da Segurança Pública e da Saúde. O nosso trabalho é mais institucional e de guias e monitores no aeroporto, na rodoviária. Então, é dialogar e fazer coisas juntos e com planejamento. Não acredito em nada isolado. Para mim, o Carnaval de 2020 precisa ter o começo da sua organização na Quarta-feira de Cinzas de 2019. E não na boca do Carnaval. Planejamento, para mim, que é uma coisa que vem do privado, é um princípio básico de uma boa administração.
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