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“Ser careca saiu de moda", diz especialista em saúde capilar

Médica revela como funcionam as novas técnicas de implante capilar

Pedro Resende
Por Pedro Resende

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Minoxidil funciona mesmo? Médica tira as principais dúvidas sobre a queda de cabelo masculina
Minoxidil funciona mesmo? Médica tira as principais dúvidas sobre a queda de cabelo masculina -

É cada vez mais comum a presença de homens no consultório da dermatologista e tricologista Helga Abreu, especialista em saúde capilar. Eles buscam por tratamentos e, sobretudo, pelo implante. Impulsionados por avanços técnicos que garantem resultados mais naturais e por uma pressão estética crescente, homens têm buscado não apenas frear a calvície, mas também reverter seus efeitos.

Nesta entrevista, a médica explica como funciona o implante, os limites e possibilidades para diferentes tipos de cabelo, os custos envolvidos e o papel dos tratamentos clínicos no controle da queda. Ela também esclarece dúvidas comuns sobre o uso de medicamentos como o Minoxidil e reforça a importância do acompanhamento médico especializado.

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“O primeiro passo, portanto, é buscar um médico especialista em tricologia para orientar todo o processo de tratamento”.

Você percebe um aumento na procura de homens por implante capilar?

Essa é uma tendência que vem crescendo há alguns anos. Na verdade, o conhecimento acompanhou a evolução da técnica e tem sido cada vez mais difundido. Os homens têm procurado mais ajuda e tratamento, e como os resultados estão ficando melhores, mais bonitos e naturais, isso também os estimula a se submeterem ao procedimento. Hoje existe uma pressão estética maior. Ser careca saiu de moda. Os homens já se deram conta de que a calvície acaba envelhecendo, dando um aspecto de falta de autocuidado. Por isso, eles têm buscado tanto evitar a evolução da calvície quanto tratar e reverter casos em que já houve avanço.

Há uma busca por um resultado estético que realmente corresponda às expectativas. Percebo que, quando o tratamento clínico, com procedimentos e técnicas minimamente invasivas, chega a um ponto de estabilidade, em que eles não veem mais tanta melhora, passam a procurar outra alternativa. Nesse momento, recorrem a uma correção cirúrgica, a um tratamento mais definitivo, para alcançar o resultado estético que desejam.

Como funciona na prática o procedimento, da avaliação até o resultado final?

A primeira etapa é a consulta médica com um dermatologista ou um cirurgião plástico. Essas são as duas especialidades recomendadas para quem busca o implante capilar. A partir daí, é feita uma avaliação com fotos e também com medidas objetivas. Aqui na clínica, por exemplo, realizo a tricoscopia digital, que fornece dados como espessura, densidade e número total de fios. Essas informações são importantes não só para o diagnóstico, mas também para o acompanhamento dos resultados ao longo do tempo.

Com base nisso, elaboramos um planejamento em conjunto com o paciente. Entendemos o que o incomoda, o que ele busca corrigir e avaliamos se isso é possível dentro das limitações do procedimento. A partir dessa conversa, definimos um plano de tratamento para alcançar o resultado estético desejado. Em relação à quantidade de fios, não há uma média fixa, isso varia de caso a caso. Sabemos que um folículo capilar normalmente contém mais de um fio. Então, dependendo da área doadora e das características da cirurgia, conseguimos um determinado número de folículos, que pode se duplicar ou até triplicar em número de fios. Eles são então distribuídos na área receptora, onde o implante é realizado.

É possível fazer implante com todos os tipos de cabelo, crespos inclusive?

Sim, é possível. Mas isso exige mais treinamento e experiência por parte do profissional. Cabelos cacheados ou crespos demandam uma técnica diferente. Não em relação aos equipamentos, que são os mesmos, mas na execução do procedimento. É preciso ter destreza para acompanhar a curvatura do fio, principalmente no momento da extração. Esse cuidado é fundamental para garantir um resultado mais natural.

Antigamente, era mais comum perceber quando alguém havia feito um implante capilar, pois o resultado nem sempre parecia natural. Isso mudou com a evolução das técnicas. Antes, utilizavam-se “tufos”, ou seja, grupos de fios implantados de uma só vez. Hoje, o procedimento é feito fio a fio, tanto na extração quanto na implantação, o que traz muito mais naturalidade ao resultado. Além disso, houve um refinamento da técnica como um todo. Durante a implantação, há uma preocupação em respeitar o padrão natural do cabelo.

Por exemplo, a linha frontal, que é a primeira linha de implantação dos cabelos, naturalmente tem fios mais finos e menos densos do que o restante da cabeça. Esse padrão é reproduzido no transplante. Com todos esses cuidados, o resultado final – que costuma aparecer cerca de um ano após a cirurgia – é extremamente natural, a ponto de muitas vezes não ser percebido no dia a dia, seja na rua ou no ambiente de trabalho.

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Quanto custa, em média, um implante capilar no Brasil?

Posso dar uma estimativa, mas o valor não é definido pela quantidade de fios. O que pesa, na verdade, é o mercado, a cidade em que o paciente vai fazer o procedimento, além da experiência e da expertise do médico. Ou seja, o paciente paga pelo procedimento como um todo, não pelo número de fios implantados. Em relação ao que será implantado, a equipe sempre busca extrair e implantar o máximo possível dentro do que é seguro para cada paciente. Isso porque existe uma limitação individual, principalmente ligada à área doadora. Há casos em que não é possível extrair muitos fios, pois isso pode comprometer a região de onde eles são retirados, deixando-a com falhas.

É possível retirar fios de outras áreas do corpo além da cabeça?

É. Na verdade, em alguns casos é possível utilizar pelos de outras regiões do corpo. Por exemplo, no caso de homens com bastante pelos no tronco ou no peito, dá para retirar fios dessas áreas para implantar no couro cabeludo. Mas isso também precisa ser avaliado caso a caso. Depende da quantidade de pelos disponíveis na região doadora e, principalmente, da disposição do paciente em deixar essa área mais rarefeita. É preciso entender se ele não se incomoda em “esvaziar” uma região do corpo para preencher outra, como o cabelo.

Quais tratamentos clínicos são mais indicados para quem quer evitar ou retardar a queda de cabelo?

O tratamento com melhores resultados para a calvície masculina se baseia em dois pilares principais. O primeiro é o uso de medicamentos à base de Minoxidil, que pode ser oral ou tópico. O segundo são os antiandrógenos, como Finasterida e Dutasterida. Essas duas classes formam a base do tratamento e só deixam de ser prescritas em casos específicos, seja por alguma condição de saúde do paciente ou por escolha pessoal. Além disso, há os procedimentos complementares, com tecnologias mais modernas, muitas vezes indolores e sem o uso de agulhas, o que também estimula bastante o público masculino.

Uma dúvida muito comum é se esses medicamentos precisam ser usados para sempre. A resposta é que se trata de um tratamento de longo prazo. Isso vai depender do quanto o paciente deseja manter os resultados e do quanto a calvície o incomoda. É importante entender que a calvície não tem cura, mas tem controle. Enquanto o paciente está em tratamento, seja com medicação ou procedimentos, ele consegue inibir a evolução natural da queda e preservar os fios. Ao interromper o uso, não há uma piora “extra”, mas sim a retomada do processo natural da calvície. Ou seja, o tratamento não cura a condição, apenas controla sua progressão enquanto está sendo realizado.

Quem usa Minoxidil por um longo período para estimular o crescimento da barba ou do cabelo, ao interromper o uso mantém os fios conquistados ou eles caem? O crescimento é interrompido?

Não, não funciona assim. É importante alinhar as expectativas: não é qualquer pessoa que usa Minoxidil na região da barba que vai ter crescimento de pelos ou alcançar uma barba mais densa e fechada. Para que isso aconteça, é preciso que existam folículos viáveis na área, e isso é determinado geneticamente. Ou seja, há homens que, mesmo usando o medicamento, não vão desenvolver uma barba mais cheia.

O Minoxidil estimula os folículos que já existem e pode engrossar os fios, mas não cria novos folículos onde eles não existem. Nesses casos, uma alternativa é o transplante de barba, em que se retiram fios do couro cabeludo ou de outras áreas do corpo, como o peito, para implantar na região da barba. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental. Muitas pessoas utilizam esses medicamentos por conta própria, sem orientação, o que pode levar a efeitos colaterais e complicações decorrentes do uso inadequado.

Isso também acaba gerando desinformação, já que, muitas vezes, o problema não está no medicamento em si, mas na forma como foi utilizado. O primeiro passo, portanto, é buscar um médico especialista em tricologia para orientar todo o processo de tratamento.

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