MUNDO
Banco dos EUA é investigado por lavagem de dinheiro do narcotráfico
Washington - As autoridades americanas analisam as operações do Banco Wachovia no marco de uma investigação mais ampla sobre suposta lavagem de fundos por companhias que realizavam transferências de dinheiro do México e da Colômbia, segundo o diário "The Wall Street Journal".
A publicação, que cita fontes próximas à investigação, destaca em sua edição de fim de semana que o Wachovia é um dos grandes bancos dos Estados Unidos que se viu submetido à investigação das autoridades por sua relação com esse tipo de companhias.
O diário financeiro assinala que o Wachovia mantém conversas com o Departamento de Justiça sobre possíveis reformas em seu sistema e enfrenta a possibilidade de se submeter a uma extensa investigação federal.
Fontes do Wachovia disseram ao jornal que colaboram com a investigação.
O Wachovia, com sede na Carolina do Norte, e outros bancos americanos estreitaram seus vínculos com "casas de câmbio" mexicanas entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano.
O diário lembra que a indústria de remessas envia todo ano mais de US$ 50 bilhões a partir dos EUA para a América Latina, sendo que a maioria são transferências legítimas de latino-americanos residentes nos EUA para seus familiares na região.
A indústria bancária americana tenta há muito tempo de se lançar nesse lucrativo mercado, que aplica elevadas comissões por seus serviços.
O problema, segundo aponta o "Wall Street Journal", é que o setor é também um alvo natural para os narcotraficantes, que buscam canais para transferir o dinheiro da vendas de drogas nos EUA para a América Latina sem levantar suspeitas.
A última empreitada do Governo dos EUA contra o narcotráfico se centra nas muitas "casas de câmbio" que existem na região fronteiriça entre este país e o México para facilitar o envio de remessas à América Latina dos imigrantes que vivem nos EUA.
O Wachovia estreitou seus vínculos com essas firmas visando chegar aos consumidores hispânicos que nem sempre recorrem aos serviços bancários tradicionais.
Como parte dessa aliança, a entidade financeira americana recebeu os depósitos das companhias de transferências de remessas e lhes ofereceu diferentes juros.
Em 2005, o banco introduziu o cartão Dinheiro Direto para facilitar as transferências além das fronteiras.
O diário aponta que o Wachovia decidiu entrar nesse segmento do mercado apesar da explícita preocupação das autoridades americanas sobre as atividades ilícitas de algumas das "casas de câmbio".
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