Busca interna do iBahia
HOME > MUNDO
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

MUNDO

China pede a EUA e Rússia que preservem tratado sobre armas nucleares

Estadão Conteúdo
Por Estadão Conteúdo
| Atualizada em

Siga o A TARDE no Google

Google icon

A China pediu ao governo dos Estados Unidos e à Rússia que negociem ao invés de abandonarem o acordo de controle de armas nucleares firmado pelos dois países em 1987. "A China se opõe à retirada dos EUA (do tratado) e demanda que EUA e Rússia resolvam de maneira apropriada suas diferenças, por meio do diálogo construtivo", disse o Ministério de Relações Exteriores da China em comunicado. O ministério enfatizou que o tratado tem "papel relevante" para "garantir o equilíbrio estratégico global", mas se opôs a possíveis esforços para criar um novo acordo que se estenda a outros países.

"A China se opõe a fazer deste tratado um acordo multilateral", diz o comunicado. "O que é imperativo, neste momento, é defender e implementar o tratado existente, ao invés de criar um novo", acrescentou o ministério chinês na nota.

Tudo sobre Mundo em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Na sexta-feira (1), os EUA anunciaram que deixarão o acordo dentro de seis meses porque, segundo o Departamento de Estado americano, as negociações para obrigar Moscou a abandonar mísseis e lançadores falharam. Há pouco, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou que seu país também abandonará o tratado e desenvolverá novas armas nucleares de médio alcance, mas só as empregará se Washington fizer o mesmo.

O governo norte-americano acusa a Rússia de desenvolver um míssil de cruzeiro que viola as regras do acordo, que bane a produção, teste e utilização de mísseis balísticos e de cruzeiro com alcance de 500 a 5.500 quilômetros (ou 310 a 3.410 milhas). A Rússia nega que esteja descumprindo o tratando e diz que o míssil tem alcance de no máximo 480 quilômetros (298 milhas). O governo russo alega ainda que Washington faz acusações falsas para justificar sua saída.

Aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) apoiaram o governo norte-americano e pediram a Moscou que preservasse o tratado.

Na nota, o ministério chinês afirma que a decisão dos EUA pode levar a "consequências adversas", reforçando alertas de que o movimento pode gerar uma nova corrida armamentista.

Além de acusar Moscou de violar o tratado de 1987, Trump também vê o acordo como um obstáculo para confrontar o crescente poderio militar chinês, na avaliação de especialistas. A China tem o quarto maior arsenal nuclear do mundo, com aproximadamente 280 ogivas, enquanto os EUA têm 6.450 e a Rússia, 6.850, conforme o Instituto de Pesquisa para a Paz Internacional de Estocolmo. Pequim tem feito grandes investimentos para desenvolver mísseis balísticos e de cruzeiro de longo alcance. Fonte: Associated Press.

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Papa Leão deseja “feliz Páscoa” em português e volta a criticar guerra

Play

Ex-combatente baiano denuncia torturas contra brasileiros na Ucrânia

Play

Baiano escapa, mas mísseis retêm brasileiros no Catar; Dubai é rota de esperança

Play

Por que soldados de Israel transformaram a Bahia em destino pós-guerra?

x