Elon Musk compra a rede Twitter por US$ 44 bilhões

A venda foi uma mudança dramática para o conselho, que manobrou para impedir Musk de comprar a rede

Publicado segunda-feira, 25 de abril de 2022 às 16:43 h | Atualizado em 25/04/2022, 17:17 | Autor: AFP
Compra foi confirmada nesta segunda
Compra foi confirmada nesta segunda -

O Twitter confirmou nesta segunda-feira, 25, que vendeu a plataforma para o empresário bilionário Elon Musk em um acordo avaliado em US$ 44 bilhões (cerca de R$ 215 bilhões).

A venda foi uma mudança dramática para o conselho, que originalmente manobrou para impedir Musk de comprar a rede. Segundo o Twitter, com a compra, a companhia passa a ser de capital fechado: ou seja, a empresa não vai mais oferecer suas ações na bolsa.

"A liberdade de expressão é a base de uma democracia em funcionamento e o Twitter é a praça pública digital onde são debatidos assuntos vitais para o futuro da humanidade", disse Musk, em um comunicado conjunto anunciando a compra.

O negócio deve ser concluído ainda neste ano, após a aprovação formal dos acionistas da empresa e dos órgãos regulatórios.

Fundado em 2006, o Twitter possui mais de 215 milhões de usuários mensais. Pelo acordo, os acionistas vão receber US$ 54,20 em dinheiro por cada ação comum, o que significa um prêmio de 38% sobre o preço dos papéis em 1º de abril. 

Repercussão

Após o anúncio da compra, as ações da companhia operam em alta de 6% no mercado. No entanto, boa parte dos usuários da plataforma demonstraram desconfiança com a gestão de Musk. Na tarde desta segunda, o nome dele chegou ao topo dos assuntos mais comentados na plataforma. 

Fundador da SpaceX e Tesla, Elon Musk, que é o homem mais rico do mundo, prometeu melhorias à rede social após a aquisição.

"Quero tornar o Twitter melhor do que nunca, aprimorando o produto com novos recursos, tornando os algoritmos de código aberto para aumentar a confiança, derrotando bots de spam e autenticando todos os humanos", afirmou em comunicado sobre a aquisição.

O empresário diz ainda que quer tornar públicos os algoritmos da rede, para que as pessoas confiem mais na plataforma, e quer combater bots (robôs ou usuários de comportamento automatizado) que semeiam spam e autenticar todos os seres humanos que participam do site. "Estou ansioso para trabalhar com a companhia e comunidade de usuários para desbloquear o potencial [da plataforma]", afirmou o bilionário.

Em abril, dados da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) apontavam que o magnata havia comprado 9,2% das ações do Twitter. Ele também foi indicado para o conselho de diretores da empresa, mas não aceitou, e fez uma oferta de US$ 43 bilhões (cerca de R$ 205 bilhões) em dinheiro para assumir o controle total da rede social.

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