MUNDO
Evo Morales visita áreas inundadas e oferece mais ajuda
O presidente boliviano, Evo Morales, visitou hoje as áreas mais afetadas pelas inundações dos últimos meses e ofereceu aumentar a ajuda governamental aos desabrigados, mas recusou-se a declarar a região como "zona de desastre". Ao chegar a Trinidad, capital do departamento (Estado) de Beni, um dos mais afetados pelas inundações, Morales prometeu a construção de mil casas e a entrega de 40 tratores para os habitantes da região.
O presidente, no entanto, não se referiu aos pedidos para que a área fosse declarada "zona de desastre". Segundo críticos, a recusa de Morales tem razões políticas, pois tal atitude obrigaria o governo a paralisar sua "revolução agrária". Isto porque, segundo as últimas modificações efetuadas na lei de reforma agrária, as terras sob "emergência" não podem ser imediatamente disponibilizadas para a ocupação.
As inundações causadas pelas intensas chuvas desabrigaram 72.000 famílias e atingiram cerca de 65% do território nacional. Para associações agropecuárias do leste do país, o desastre já causou um prejuízo de US$ 250 milhões, incluindo a morte de 22.500 cabeças de gado, a perda de 200.000 hectares de plantações de soja e a destruição de rodovias.
Além disso, o Ministério da Saúde alertou para o surgimento de epidemias. De acordo com um boletim ministerial, até 22 de fevereiro - e desde o início das inundações - em dezembro -, foram registrados 62.082 casos de diarréia aguda, 133.932 infecções respiratórias, 1.750 casos de dengue, 300 de leptospirose e 3 de hantavírus.
De Caracas, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, anunciou uma ajuda de US$ 5 milhões a La Paz. Ele disse também que seu ministro do Interior, Pedro Carreño, liderará uma missão que levará ajuda humanitária e médicos à Bolívia.
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