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Fidel diz que Cuba "segue em frente" sem ele no poder

Agencia Estado

Por Agencia Estado

01/08/2007 - 12:13 h

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Fidel Castro afirmou hoje que Cuba "segue em frente" apesar de ele estar fora do poder, mas insistiu que é consultado sobre todas decisões importantes. Ele não deu indício de quando - ou se - retomará a presidência, um ano após ter se afastado do cargo para submeter-se a uma complicada cirurgia.

Sobre as chances de haver uma melhora das relações entre a ilha e os Estados Unidos, Fidel foi menos otimista. "Ninguém deveria ter a menor ilusão" de que Washington aceitará negociar com Cuba, escreveu ele em seu mais recente artigo para jornais cubanos.

Fidel, que completa 81 anos este mês, não é visto em público desde 31 de julho de 2006, quando anunciou num comunicado que iria se submeter a uma cirurgia emergencial no intestino e estava entregando o poder a seu irmão mais novo, Raúl.

"Hoje, sou bombardeado por perguntas sobre quando vou retornar ao que alguns chamam de poder", disse ele no artigo, intitulado "Flama eterna", publicado na edição de hoje do jornal Granma, do Partido Comunista. "Raúl já respondeu que, enquanto me recupero, ele me consulta sobre toda decisão importante", escreveu. "O que vou fazer? Vou lutar sem trégua como tenho feito por toda minha vida".

Fidel afirmou estar satisfeito em ver Raúl Castro, o Partido Comunista e outros grupos "seguirem em frente, guiados pelo inabalável princípio da unidade". Ele advertiu que os cubanos têm de estar preparados para resistir a qualquer eventual invasão estrangeira. "É nossa obrigação trabalhar incansavelmente para fortalecer nossa capacidade defensiva e nossa prontidão".

Num discurso marcando o "Dia da Revolução" de Cuba na semana passada, Raúl, de 76 anos, fez um gesto de paz para os Estados Unidos, sugerindo que seu governo estaria disposto a negociar com Washington quando o presidente George W. Bush deixar a presidência.

Mas Fidel rechaçou hoje a idéia. "Ninguém deveria ter a menor ilusão de que o império, que carrega em si os genes de sua própria destruição, irá negociar com Cuba", escreveu.

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