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AÇÃO HISTÓRICA

Google e Meta são condenados a pagar R$ 30 milhões por danos à mente

Pela primeira vez, um argumento desse tipo foi aceito por um tribunal nos Estados Unidos

Edvaldo Sales

Por Edvaldo Sales

26/03/2026 - 8:41 h

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O caso envolveu uma mulher de 20 anos
O caso envolveu uma mulher de 20 anos -

O Instagram, da Meta, e o YouTube, do Google, foram condenados na quarta-feira, 25, por um júri de Los Angeles, nos Estados Unidos, por danos à saúde mental de jovens.

O caso envolveu uma mulher de 20 anos, conhecida apenas por seu primeiro nome, Kaley, que alegou ter vício nos aplicativos desde criança. A alegação é que as ferramentas foram criadas de forma a serem viciantes, devido aos recursos de rolagem infinita e reprodução automática.

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Os advogados da jovem apontaram que os danos sofridos por ela foram depressão e ansiedade, dismorfia corporal e ideação suicida.

Pela primeira vez, um argumento desse tipo foi aceito por um tribunal nos Estados Unidos, o que pode abrir precedentes para outros casos. O julgamento durou cinco semanas.

“Este veredito é o primeiro resultado de um julgamento-piloto nos casos de dependência de redes sociais”, disse a defesa de Kaley, em nota, representada pelo escritório Beasley Allen.

Isso demonstra, segundo a defesa, como os júris podem reagir ao ouvirem evidências de que as escolhas de design das redes sociais podem prejudicar os jovens usuários.

Condenação

O Google e a Meta foram condenados a pagar US$ 3 milhões (R$ 15,96 milhões) por danos morais a jovem e mais US$ 3 milhões (R$ 15,96 milhões) em multas. Ainda cabe recurso. A soma dos valores chega a mais de R$ 30 milhões.

O Snapchat e TikTok também foram réus no mesmo julgamento, mas fizeram um acordo com a jovem antes do início do processo.

“Discordamos respeitosamente do veredicto e estamos avaliando nossas opções legais”, disse um porta-voz da Meta.

Segunda condenação em menos de 24 horas

Na terça-feira, 24, um tribunal do Novo México condenou a Meta a pagar US$ 375 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) em uma ação sobre exploração sexual infantil.

De acordo com a decisão, a empresa violou a legislação local ao não alertar usuários sobre riscos nas plataformas e ao falhar na proteção de crianças contra predadores sexuais.

A ação foi movida em 2023 pelo procurador-geral Raúl Torrez, que acusou a companhia de permitir que suas redes se tornassem um ambiente propício para esse tipo de crime. A Meta nega.

Para o júri, a empresa adotou práticas desleais, enganosas e abusivas, além de não garantir a segurança de usuários jovens. Em nota, a Meta disse que discorda da decisão e que vai recorrer.

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