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Imigrantes latinos são o alvo da renovada Ku Klux Klan

Agência EFE
Por Agência EFE

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Os Estados Unidos assistem ao ressurgimento da Ku Klux Klan, organização racista que defende a supremacia da raça branca, devido ao crescente fluxo de imigração latina no país, segundo um estudo apresentado esta semana.



A Ku Klux Klan (KKK) viveu seu apogeu nos EUA nos anos 20 e 30, apoiada no anti-semitismo e no ódio à população negra. Agora, ela parece estar despertando de uma quase inação nos últimos anos para carregar todas as suas armas contra uma nova imigração: a hispânica.



Esta é a principal conclusão de um relatório publicado esta semana pela Liga Antidifamação, organização dedicada a acompanhar as atividades dos grupos racistas nos EUA. O texto disparou os alarmes num país onde a imigração se transformou num ponto polêmico da agenda política.



"Se há um tema relacionado ao ressurgimento da Ku Klux Klan, é o debate sobre a imigração", afirmou Deborah Lauter, diretora da Liga Antidifamação. Para ela, o grupo responsabiliza imigrantes, especialmente latinos, pela insegurança nas cidades e pela redução dos empregos dos americanos.



O relatório destaca que o ressurgimento se manifestou claramente em 2006, com maiores movimentações de células do grupo e o surgimento de novas "irmandades" em lugares dos EUA onde elas nunca tinham atuado.



Segundo a Liga, a KKK reviveu no sul do país, reduto da organização durante anos. Mas apareceu também em estados onde sua atividade era nula, como Michigan, Iowa, Pensilvânia e Nova Jersey, onde sua união com organizações neonazistas se tornou nítida nos últimos meses.



O relatório diz que os novos membros da KKK adaptaram sua indumentária e seus rituais aos dos grupos neonazistas. Inclusive, participam juntos das "marchas pela unidade" contra comunidades de imigrantes.



Nem os judeus, nem os negros, nem os católicos: parece que desta vez são os hispânicos os alvos de boa parte dos ataques nos últimos meses. A comunidade se transformou na mais importante numericamente entre os recém-chegados aos EUA.



"Não é de se admirar. Os atos de racismo contra hispânicos são uma realidade. Os grupos de "supremacia branca" sempre atacaram uma imigração que consideram do terceiro mundo, inculta e que pode acabar com a "sua" civilização", explicou à Efe o diretor do Comitê de Imigração da Aliança da Liderança Latina de Nova Jersey, Mahonry Hidalgo.



Hidalgo lembrou alguns atos violentos contra hispânicos, especialmente em alguns pontos de Nova Jersey, onde houve "manifestações contra hispânicos, com bandeiras confederadas e suásticas, e distribuição de folhetos racistas nas portas das casas de latinos".



O relatório também alerta para novos métodos da Ku Klux Klan, que agora utiliza a internet "como nova arma para espalhar o racismo" e para captar novos membros.



Na rede há várias páginas relacionadas com a formação racista e até uma emissora de rádio digital, a "KKK Radio". Ela é dirigida por uma organização que se intitula Cavaleiros do Império, e emite propaganda anti-semita e racista.



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