Busca interna do iBahia
HOME > MUNDO
Ouvir Compartilhar no Whatsapp Compartilhar no Facebook Compartilhar no X Compartilhar no Email

MUNDO

Ministro da Defesa de Maduro diz que foi procurado pelos EUA

AP | Estadão Conteúdo

Por AP | Estadão Conteúdo

03/05/2019 - 19:52 h | Atualizada em 19/11/2021 - 9:50

O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, confirmou ontem que recebeu uma oferta dos Estados Unidos para romper com o presidente Nicolás Maduro. Padrino foi apontado pelo assessor de Segurança Nacional John Bolton como um dos oficiais chavistas que teriam se comprometido com o líder opositor Juan Guaidó para derrubar o líder chavista.

Na versão de Padrino, Washington lhe ofereceu dinheiro, o que ele teria negado. "Quiseram me comprar como se eu fosse um mercenário", disse. "Dá muita indignação que me tentem comprar com uma oferta da boca para fora."

Tudo sobre Mundo em primeira mão!
Entre no canal do WhatsApp.

Na quinta-feira, o líder opositor Leopoldo López, que fugiu da prisão domiciliar no dia 30 com o auxílio de dissidentes do serviço secreto, disse que "há semanas" negociava o apoio da cúpula militar à oposição.

Ao cobrar os chavistas que, segundo os EUA, desistiram na última hora de romper com Maduro, Bolton nomeou publicamente Padrino, o general Iván Hernández, chefe de contra-inteligência, e o presidente do Tribunal Supremo de Justiça, Maikel Moreno, como dispostos a respaldar Guaidó.

De acordo com o enviado especial dos Estados Unidos para a Venezuela, Elliot Abrams, chegou a ser negociado um documento de 15 páginas com garantias para os militares, com uma proposta de asilo para Maduro e a posse de Guaidó como interino. Padrino, Hernández e Moreno não negaram que receberam as ofertas e o ministro da Defesa foi o primeiro a falar sobre elas publicamente, reafirmando seu apoio a Maduro.

Segundo ao menos duas fontes que trabalharam na Casa Branca nas gestões de Barack Obama e Donald Trump, Padrino sempre foi visto como um ativo a ser cultivado dentro do governo chavista. Educado nos EUA, o general tem dois filhos com passaporte americano e já deu sinais de moderação contrários aos emitidos pelo resto da cúpula chavista.

Em 2016, um associado do ministro, o general Jimmy Guzmán, se reuniu em Washington com membros do governo americano a pedido de Padrino. No encontro, Guzmán disse que o general estaria disposto a estabelecer comunicações com os Estados Unidos, depois da vitória da oposição nas eleições de 2015.

O plano foi abortado por Washington depois que o homem-forte do chavismo, Diosdado Cabello, identificou dois exilados venezuelanos que intermediaram o encontro, denunciando uma suposta "tentativa de golpe".

Siga o A TARDE no Google Notícias e receba os principais destaques do dia.

Participe também do nosso canal no WhatsApp.

Compartilhe essa notícia com seus amigos

Compartilhar no Email Compartilhar no X Compartilhar no Facebook Compartilhar no Whatsapp

Siga nossas redes

Siga nossas redes

Publicações Relacionadas

A tarde play
Play

Cadeiras arremessadas: caos marca estreia de turnê de Messi na Índia

Play

Homem pula em vão para recuperar bola e morre ao cair dez metros

Play

Trump diz que gosta de Lula, após nova conversa com petista

Play

Fim dos tempos? Homem flagra animal conhecido como 'fantasma branco'

x