MUNDO
´Morte aos Estados Unidos´, clamam manifestantes pró-Hamas
Milhares de palestinos gritaram nesta sexta-feira "morte aos Estados Unidos" durante manifestações de apoio ao governo dirigido pelo Hamas, boicotado pelo Ocidente e privado de ajuda internacional.
Respondendo ao apelo de uma associação pró-Hamas, os manifestantes se reuniram no centro da cidade de Gaza e em Ramallah, na Cisjordânia, depois da tradicional oração de sexta-feira para expressar sua solidariedade ao governo com o slogan "melhor ficar com fome do que cair de joelhos".
Representantes do Hamas prometeram não renunciar aos princípios do movimento apesar das pressões da comunidade internacional, que exige que o Hamas renuncie à luta armada e reconheça o estado de Israel.
Em Gaza, cerca de 10.000 manifestantes gritaram em meio às bandeiras verdes, a cor do Hamas: "Morte, morte aos Estados Unidos!". Bandeiras israelense, americana e britânica foram queimadas durante o protesto.
"Eles não vão conseguir minar nossa determinação. Falamos aos que detêm o poder: Não brinquem com o fogo, pois nosso povo vai queimar vocês", clamou à multidão Hassen al-Seifi, um dos líderes do Hamas na Faixa de Gaza.
"As cabeças dos que querem derrubar o governo vão cair", gritou Seifi em tom ameaçador.
"Vamos proteger nosso governo pelo sangue, e manteremos a unidade de nosso povo", prosseguiu o dirigente.
Em Ramallah, o presidente do Parlamento dominado pelo Hamas, Aziz Doweik, garantiu aos manifestantes que o governo não fará "concessões" apesar das pressões internacionais.
"Falamos ao Ocidente: estamos com nosso governo, e não vamos abandoná-lo. Nosso governo não deve fazer concessões", declarou.
Durante o protesto, militantes do Hamas passavam na multidão para recolher doações para o governo.
Um panfleto distribuído durante a manifestação conclamava os palestinos a fazer doações ao governo, especificando os números de quatro contas bancárias ára onde essas ajudas poderiam ser transferidas.