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Órgãos estimam impacto de sanções à Coréia do Norte

Agencia Estado
Por Agencia Estado

Enquanto o Conselho de Segurança (CS) da Organização das Nações Unidas (ONU) toma medidas contra a Coréia do Norte, agências humanitárias e organizações não-governamentais alertam para o impacto de eventuais sanções para a população do país asiático. Organismos da ONU ainda advertem sobre a possibilidade de que, sem ajuda externa, um volume cada vez maior de norte-coreanos tente cruzar a fronteira com a China para fugir da fome e de uma situação cada vez mais crítica.

O fenômeno dos refugiados vem ocorrendo nos últimos meses com maior intensidade, mas a previsão é de que se agrave ainda mais em breve, quando os rios que separam os dois países congelam e possibilitam que os norte-coreanos atravessem a fronteira à pé. O Alto Comissariado da ONU para Refugiados (Acnur) estima que existam até 200 mil norte-coreanos na China e alerta que o fluxo é cada vez mais significativo.

Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), caso os países optem por sanções contra a Coréia do Norte, devem estimar o impacto das medidas sobre as crianças. Segundo a entidade, a situação já é crítica no país e aproximadamente um terço das mães são malnutridas ou sofrem de anemia. O Programa Mundial de Alimentação aponta que, desde o início do ano, vem recebendo um número cada vez menor de recursos dos países para a população norte-coreana. "Fizemos uma revisão de nossas atividades e estabelecemos que alimentaríamos 1,9 milhão de pessoas na Coréia do Norte em 2006. Para isso, em julho pedimos dos doadores US$ 102 milhões, mas conseguimos coletar apenas 10% do valor que precisávamos", explicou Simon Pluess, porta-voz do Programa Mundial de Alimentação.

A relatoria da ONU para o direito à Alimentação defende que a ajuda humanitária continue, mesmo diante dos testes nucleares e do comportamento internacional da Coréia do Norte. Segundo Halvor Lauritysen, chefe da Cruz Vermelha da Noruega, qualquer redução no volume de ajuda poderá ter um "impacto crítico" sobre a situação do país. Em sua avaliação, 3 milhões de norte-coreanos podem ter morrido de fome ou por falta de condições básicas de higiene nos últimos dez anos.

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