ESCALADA
Putin declara lei marcial em quatro cidades da Ucrânia
Mandatário limita circulação de civis em locais que fazem fronteira com a Rússia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira, 19, que vai declarar a lei marcial em Kherson, Zaporizhzhia, Donetsk e Luhansk, quatro regiões da Ucrânia que foram anexadas por Moscou em setembro.
A lei marcial é aplicada em momentos de conflitos, crises civis e políticas, que tem o objetivo de substituir leis e autoridades civis da região pelas militares. No início da invasão da Rússia na Ucrânia, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky introduziu a mesma estratégia no país.
O decreto de Putin restringiu o movimento de entrada e saída de civis de regiões russas, como, Krasnodar, Belgorod, Briansk, Voronezh, Kursk e Rostov. Os territórios anexados ilegalmente da Ucrânia, como a Crimeia e Sebastopol também fazem parte da medida.
Informações indicam que Putin realizou essa medida com o objetivo de combater uma série de grandes derrotas para as forças da Ucrânia, que resistem a quase oito meses de ataques. O governo ucraniano afirmou que a declaração russa deveria ser considerada "pseudolegalização de saque de propriedade ucraniana".
Também nesta quarta-feira, funcionários da Rússia instalados em Kherson, região ocupada por Moscou, expulsaram civis da cidade. Os homens de Putin afirmaram que o local deve ser atacado pela Ucrânia.
"Estamos trabalhando para resolver tarefas muito complexas e de grande escala para garantir um futuro confiável para a Rússia, o futuro de nosso povo", disse Putin.
Nova escalada da Guerra
Nas últimas semanas, a guerra da Ucrânia sofreu uma nova escalada. Com apoio bélico do ocidente, o governo local iniciou o plano de retomada de regiões ocupadas por tropas russas. Em resposta, Moscou realizou o referendo de quatro cidades, Kherson, Zaporizhzhia, Donetsk e Luhansk.
Na semana seguinte, a ponte da Crimeia foi atacada por fortes explosões, que foram atribuídas à Ucrânia. O presidente Volodymyr Zelensky não reconheceu a autoria do ataque, mas já havia afirmado que "a guerra da Ucrânia começou e terminará pela Crimeia".
Bombardeio em Kiev
Diante da nova escalada, a Rússia ordenou um potente contra-ataque, bombardeando Kiev e realizando o pior ataque à capital ucraniana desde o início da guerra. O presidente russo Vladimir Putin confirmou os mísseis e afirmou que a ação foi uma vingança pela explosão na Crimeia.
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