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Quer morar na Itália? País abre 500 mil vagas e facilita regras

País quer atrair estrangeiros para suprir falta de mão de obra

Isabela Cardoso
Por

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Imagem ilustrativa da imagem Quer morar na Itália? País abre 500 mil vagas e facilita regras
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O plano de morar na Itália ganhou novo impulso com a decisão do governo de abrir até 500 mil vagas para trabalhadores estrangeiros entre 2026 e 2028. A medida busca enfrentar o envelhecimento da população e a escassez de mão de obra em diversos setores da economia.

Só neste ano, a previsão é de cerca de 164 mil oportunidades, voltadas principalmente para áreas como agricultura, turismo, construção civil e cuidados com idosos.

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Novo caminho para descendentes

Uma das principais mudanças veio com o decreto 36/2025, conhecido como “Decreto-Tajani”, que criou uma alternativa mais rápida para descendentes de italianos que vivem fora da União Europeia.

A nova regra permite a solicitação de um visto de trabalho fora das cotas tradicionais, ampliando as chances de entrada legal no país sem depender do processo de cidadania, que tem enfrentado possíveis restrições para gerações mais distantes.

Mercado exige preparo

Para quem deseja aproveitar as oportunidades, a adaptação ao mercado local é essencial. Plataformas como LinkedIn e Indeed são portas de entrada importantes, mas indicações e conexões pessoais ainda têm grande peso na cultura italiana.

Outro ponto decisivo é o domínio do idioma. Ter conhecimento de italiano pode fazer a diferença no processo seletivo, além de facilitar a integração no ambiente de trabalho.

É importante lembrar que não é permitido trabalhar com visto de turista. O processo correto exige uma proposta formal de emprego, seguida da emissão do Nulla Osta, autorização concedida pelo governo italiano, antes do pedido de visto ainda no Brasil.

Custos e adaptação

O custo de vida varia bastante entre as regiões. No norte, cidades como Milão e Veneza apresentam despesas mais elevadas, enquanto locais do sul, como Nápoles e Palermo, tendem a ser mais acessíveis.

Já em Roma, o aluguel pode chegar a 1.500 euros, enquanto a alimentação mensal costuma variar entre 150 e 300 euros por pessoa.

Ao chegar ao país, o trabalhador deve solicitar o Permesso di Soggiorno em até oito dias úteis. O documento garante acesso ao Servizio Sanitario Nazionale (SSN), responsável pelo atendimento público de saúde.

Com planejamento e adaptação, a mudança pode representar uma oportunidade concreta de recomeço, especialmente para quem está disposto a entender e respeitar a cultura local.

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Tags:

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