Rússia planeja atacar Ucrânia em janeiro de 2022, diz inteligência dos EUA

Publicado sábado, 04 de dezembro de 2021 às 18:27 h | Atualizado em 04/12/2021, 18:29 | Autor: Da Redação

À medida que aumentam as tensões entre Washington e Moscou sobre uma potencial invasão russa à Ucrânia, a Inteligência dos Estados Unidos descobriu que o Kremlin está planejando uma ofensiva em várias frentes já no início do próximo ano envolvendo até 175 mil soldados, de acordo com autoridades americanas e um documento de Inteligência obtido pelo jornal The Washington Post.

O Kremlin está movendo tropas em direção à fronteira com a Ucrânia, enquanto exige a garantia de Washington de que o país do leste europeu não ingressará na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e que a aliança se absterá de certas atividades militares dentro e ao redor do território ucraniano. A crise provocou temores de uma nova guerra em solo europeu e vem antes de uma reunião virtual planejada para a próxima terça-feira entre os presidentes Joe Biden e Vladimir Putin.

"Os planos russos preveem uma ofensiva militar contra a Ucrânia já no início de 2022, com uma escala de forças duas vezes maior do que vimos na primavera passada (Norte), durante o exercício rápido da Rússia perto das fronteiras da Ucrânia", disse um funcionário do governo, falando sob condição de anonimato para discutir informação sensível. “Os planos envolvem ampla movimentação de 100 grupos táticos de batalhão com uma estimativa de 175 mil pessoas, junto com blindagem, artilharia e equipamento.”

O documento não sigiloso da Inteligência dos EUA obtido pelo Post, que inclui fotos de satélite, mostra as forças russas se concentrando em quatro locais. Atualmente, 50 grupos táticos no campo de batalha estão posicionados, juntamente com tanques e artilharia “recém-chegados”, de acordo com o documento.

As autoridades americanas enfatizam que as intenções de Putin permanecem obscuras e que a Inteligência não mostra se ele decidiu executar o aparente plano de guerra. A invasão russa da Ucrânia desencadearia uma grande crise de segurança nacional para a Europa e a administração Biden, que declarou um "compromisso de ferro" com as fronteiras e a independência da Ucrânia.

Embora as avaliações ucranianas tenham afirmado que a Rússia tem aproximadamente 94 mil soldados perto da fronteira, o mapa dos EUA coloca o número em 70 mil, mas prevê um aumento para até 175 mil e descreve um amplo movimento de grupos táticos de batalhão de e para a fronteira "para ofuscar as intenções e criar incerteza”.

A análise dos EUA dos planos da Rússia se baseia em parte em imagens de satélite que "mostram unidades recém-chegadas em vários locais ao longo da fronteira ucraniana no mês passado", disse o oficial.

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