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Titicaca é um lago cercado de lendas e de muita beleza

Bernardo de Menezes e José Eduardo Carvalho*, do A Tarde
Por Bernardo de Menezes e José Eduardo Carvalho*, do A Tarde

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La Paz, capital boliviana, é o principal portão de entrada do turista e tem tesouros arquitetônicos coloniais e que enchem os olhos dos admiradores do barroco hispânico, além de ser uma síntese de toda a riqueza cultural deste país andino. Capital mais elevada do mundo (aproximadamente 3.650 metros de altitude), é ponto de partida de passeios inesquecíveis, como para o místico Lago Titicaca, também o mais alto do mundo, 3.800 metros acima do nível do mar.



São mais de 8.300 km², o que tornam o Titicaca um dos pontos turísticos mais procurados da América Latina. Seja na parte peruana ou boliviana do lago, a sensação de impotência perante o tamanho, a beleza e o ar místico da cultura inca deixa qualquer um sem palavras. Partindo de La Paz, em cerca de três horas de viagem de ônibus chega-se a este local considerado sagrado e de aura misteriosa. Localizado em Copacabana, cidade boliviana que faz fronteira com o Peru, é ponto de partida para explorar as mais de 40 ilhas na terra (sem mar) do presidente Evo Morales.



Copacabana, como a maioria das cidades bolivianas, é pequena, com poucas opções de entretenimento em suas ruas mal iluminadas e cheias de pequenas lojas que vendem agasalhos (de lã de alpacas e lhamas) e têm lan houses e restaurantes. Antes de visitar a Ilha do Sol e a Ilha da Lua, vale subir o Monte Calvário. A subida não é fácil e exige um certo esforço, principalmente por causa da altitude. Depois de passar por mais de 10 cruzes ao longo da subida da colina, a recompensa é uma exuberante vista da cidade de Copacabana e do Lago Titicaca.



CATEDRAL – Além da opção de contemplar o pôr-do-sol, do monte, há a visita à Catedral da Virgem da Candelária, o santuário da padroeira da Bolívia, que atrai fiéis do país inteiro. Diz a lenda que o Lago Titicaca é o berço da civilização incaica, pois lá teriam nascido Manco Capac e Mama Ocllo, a pedido do deus Sol. Os barcos que partem rumo à Ilha do Sol sinalizam a saída através de agentes de viagens gritando pela rua.



A imensidão do lago dá a impressão de que o passeio é em alto-mar, com ondas calmas que se perdem no distante horizonte. Patos e gansos selvagens são vistos durante o passeio. “Só conhecia o lago por fotos, mas ao vivo é outra história. Parece não ter fim, é um lugar que, com certeza, faz a gente retornar”, afirma Daniel Jimenez, designer colombiano que há oito anos mora na Austrália e decidiu viajar em lua-de-mel pela Bolívia e Peru com sua esposa francesa. Ao chegar à tão esperada Ilha do Sol, um desafio para os desavisados sobre alguns dos princípios da cultura inca, cravados no Portal da Fonte da Juventude: “Não roubar, não mentir e não ser preguiçoso”.



Leia mais na versão digital ou edição impressa do Jornal A TARDE desta quinta-feira, 10.



*O jornalista José Eduardo Carvalho é colaborador de A TARDE

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