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Trabalhamos para consolidar poder e rechaçamos diálogo com Maduro, diz Guaidó

Gabriel Bueno da Costa | Estadão Conteúdo
Por Gabriel Bueno da Costa | Estadão Conteúdo
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Presidente da Assembleia Nacional e autointitulado presidente da Venezuela, Juan Guaidó realizou um discurso nesta sexta-feira em Chacao, no Estado de Miranda, no qual afirmou que os oposicionistas estão tomando medidas para consolidar seu poder. Questionado por jornalistas, Guaidó disse que não se prestará ao "falso diálogo" com o presidente Nicolás Maduro, qualificando-o como um "usurpador", que deve deixar o posto para que se instaure um governo provisório e se organizem em seguida "eleições livres". Ele disse que está disposto a dialogar com chavistas, mas insistiu na necessidade de saída de Maduro para que se instaure um governo de transição, sem deixar claro se poderia haver algum tipo de anistia ao líder.

Guaidó se proclamou na quarta-feira presidente interino da Venezuela, tendo recebido apoio dos Estados Unidos e de vários países da região, inclusive do Brasil e da Organização dos Estados Americanos (OEA). Por outro lado, China, Rússia e Turquia mantêm sua aliança com Maduro.

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A liderança oposicionista acenou com anistia para funcionários públicos, inclusive militares e agentes consulares nos EUA, para conseguir apoio interno à transição de poder. Guaidó disse que parte das Forças Armadas apoia seu movimento, bem como alguns policiais e guardas que teriam se unido à manifestação oposicionista nesta semana. Ele acenou com diálogo inclusive com lideranças chavistas e lideranças militares. Além disso, disse que haverá nas próximas horas o anúncio de medidas para buscar retomar ativos desviados por corrupção, sem deixar claro como isso ocorreria. Além disso, informou que irá permitir a entrada de ajuda humanitária no país.

Guaidó disse que o governo de Maduro acredita que a oposição irá "desinflar", mas garantiu que não haverá recuo. Segundo ele, com os protestos desta semana o país "despertou do pesadelo". Ele começou seu discurso com um minuto de silêncio em homenagem às vítimas da repressão, criticando as Forças de Ações Especiais (Faes) e os "colectivos", que segundo ele são "paramilitares armados".

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