MUNDO
Ucrânia recebe mais de 500 corpos de soldados devolvidos pela Rússia
Acordo entre Kiev e Moscou prevê trocas de prisioneiros e corpos de soldados


A Ucrânia anunciou neste sábado, 16, que recebeu 528 corpos devolvidos pela Rússia, apresentados pelas autoridades russas como sendo de militares ucranianos mortos em combate. A devolução faz parte do acordo firmado entre Kiev e Moscou após negociações anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo o Centro Ucraniano para Prisioneiros de Guerra, os corpos foram entregues após “esforços de repatriação”. As autoridades não detalharam a data exata da transferência.
Na sexta-feira, 15, Rússia e Ucrânia já haviam realizado uma nova troca de prisioneiros de guerra, com 205 militares libertados de cada lado. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que essa foi apenas a “primeira fase” do acordo anunciado por Trump, que prevê ainda a troca de até mil prisioneiros entre os dois países.
A nova operação é considerada a 74ª troca de prisioneiros desde o início da guerra, em 2022.
Imagens divulgadas pelas autoridades ucranianas mostraram soldados emocionados ao retornarem ao país após anos em cativeiro. Alguns militares libertados estavam presos havia mais de quatro anos.
Soldados relataram anos de prisão
Entre os soldados libertados, um militar de Mariupol afirmou ter passado 1.494 dias preso na Rússia. “Todos queremos que a guerra termine”, declarou em vídeo divulgado pelas autoridades ucranianas.
Nos registros compartilhados nas redes sociais, os soldados aparecem cansados, mas comemorando o retorno ao território ucraniano. Muitos também pediram que os demais prisioneiros ainda detidos não sejam esquecidos.
Segundo Kiev, mais de 7 mil prisioneiros de guerra ucranianos continuam em cativeiro.
Europa apoia criação de tribunal especial
Também na sexta-feira, 34 países-membros do Conselho da Europa, além da União Europeia e outros países parceiros, anunciaram apoio à criação de um tribunal especial voltado para julgar a invasão russa da Ucrânia.
A proposta busca responsabilizar autoridades ligadas ao conflito iniciado em 2022.